Ora pois

Alguém já reparou que em português a gente diz “pois não!” para concordar em fazer algo, e “pois sim!”, o nariz empinado, querendo expressar total discordância?

E quem diz “com certeza, ele foi à praia”, dando de ombros, quer expressar absoluta incerteza sobre o destino daquela pessoa?

Tentando encontrar respostas para estas perguntas, cheguei a um texto muito gostoso, daqui:

“A americana não entendia. «Pois sim» queria dizer não e «Pois não» queria dizer sim? Tentaram lhe explicar. «Pois sim» tinha o sentido de «imagine se alguém diria sim para isso», e «pois não» o sentido contrário. Então o que queria dizer a palavra «pois»? Era complicado. E a americana ficou ainda mais impaciente quando, em vez de lhe darem uma resposta, disseram «Pois é…» Até que também perderam a paciência com a americana e alguém sugeriu: «Perguntem a ela sobre a guerra no Iraque».

Antigamente, no futebol, certas frases se repetiam. Eram quase obrigatórias. Cada vez que um jogador dava um chutão para o alto, alguém na torcida gritava: «Viva São João!» Todos riam. Quando um time estava dominando a partida e o outro não conseguia sair da defesa, ouvia-se, inevitavelmente: «Aluga-se meio campo!» Todos riam. Quando um jogador entrava com violência num adversário, vinha o comentário: «Olha o recurso!» Desta ninguém ria. Era uma grave constatação de que faltava recursos ao jogador faltoso, uma condenação da feiura do futebol truculento e uma sugestão de que o jogador procurasse outra profissão. E embora já se xingasse a mãe do juiz, o palavrão em coro não era comum. Sempre havia os que, quando os palavrões - os «nomes feios» - começavam a voar, olhavam em volta e diziam «Olha as famílias…» Hoje, claro, as famílias lideram o coro.”

Add comment 14 Maio 2008

Você sabe o que anda comendo?

Deu no jornal :

“Pesquisa européia incrimina gordura trans em câncer de mama”:

“As mulheres com altos índices de gordura trans no sangue têm risco dobrado de sofrer de tumor de mama. O resultado veio de um estudo sobre as relações entre nutrição e câncer. Realizado em dez países de toda a Europa, o trabalho envolve mais de 500 mil mulheres”.

“Os resultados mostraram que o risco de sofrer de câncer de mama era QUASE O DOBRO nas mulheres que consumiam muita comida industrializada”..

Aí, olha que informação interessante (e, pra mim, assustadora), da Wikipédia:

“Apesar da resolução que obriga os fabricantes de alimentos industrializados a declarar a quantidade de gordura trans em seus produtos, as indústrias usam uma brecha técnica para continuar a vender produtos com gordura trans e ao mesmo tempo utilizar selos e “splashes” em suas embalagens declarando-os com “0% de gordura trans”.

A brecha técnica funciona da seguinte maneira: se o produto contiver até 0,2g de gordura trans por porção, a Anvisa permite que a embalagem estampe o claim “Não contém…”, “Livre de…”, “Zero…” ou “Isento de…” (último item do FAQ[1] da Anvisa). Isso permite que o próprio fabricante arbitrariamente escolha qual o tamanho de 1 porção de seu produto que fique abaixo de 0,2g. Um fabricante de biscoitos, por exemplo, pode imprimir em sua tabela nutricional que os valores de 1 porção equivalem a 1/2 biscoito, e assim induzir o consumidor a acreditar que esse produto não contém nenhuma gordura trans”.

“Uma maneira segura de comprovar a adição de gordura trans é a leitura da lista de ingredientes do alimento. Se contiver gordura hidrogenada, certamente contém gordura trans.

A Anvisa não exige mais ( desde 2008 ) que os fabricantes grafem gordura vegetal hidrogenada por extenso nas embalagens, permitindo que ela seja indicada apenas como gordura vegetal. Então, outra maneira de verificar a presença de gordura trans é checar a lista de ingredientes impressa nas outras línguas - se disponível.

Atualmente (2007) alguns fabricantes estão substituindo a gordura hidrogenada pela gordura interesterificada. Estudos preliminares mostram que esta pode ser mais danosa à saúde do que a gordura hidrogenada”.

Obs.: grifos meus.
Obs. 2: na Wikipédia há um alerta para o fato de que o artigo não cita suas “fontes ou referências”, mas a resolução da Anvisa tá lá.

Se eu sei a saída? Sei não. Cada um que reflita e ache a sua. Boa sorte.

1 comment 14 Maio 2008

Da Ousadia de Crescer

“…o homem, por assim dizer, é propelido ao longo da estrada para a individuação”.

“A psique não é um objeto, uma coisa: é um processo. Sua essência é o movimento. Nossa personalidade se desenvolve, no curso de nossa vida, a partir de germes difíceis ou impossíveis de discernir, e apenas nossos atos revelam quem somos”.

(…mas) “Se esse ego recém emplumado julga possuir direitos e poderes sobre humanos, está fadado a receber surpresas desagradáveis à medida que sua história se desenrolar. Nos mitos gregos, os mortais que ultrapassavam os limites humanos eram golpeados pelos deuses”.

“O herói precisa adquirir a humildade. Sua jornada exigirá coragem, força e percepção”.

“Tradicionalmente, os heróis das histórias são apresentados passando por uma série de provações, a primeira das quais consiste em ser dissuadido da busca por um envolvimento regressivo com o feminino”.

“Embarcar numa viagem, seja ela qual for, demanda coragem e equilíbrio. Há inúmeras ciladas no caminho. Uma delas poderá ser teatralizar a viagem apenas a nível externo e, pelo jornadear compulsivo, evitar o desafio da busca interior e o repouso necessário à sua realização”.

“O mais importante é o equilíbrio. O ego não é o condutor régio do carro da vida; entretanto, quanto mais tiver consciência disso, tanto mais florescerá como ser humano de estatura real. É como se o herói ao invés de dizer ‘não a minha, mas a vontade do Pai’, pudesse dizer com humildade: ‘Eu e meu Pai somos um’”.

“A vida não vivida não vale a pena ser examinada. Esperemos que o herói ouse e forceje ao máximo, a fim de que a aventura da sua vida seja digna de ser examinada”.

Úh!

Liz Greene.

1 comment 11 Maio 2008

O oráculo e eu

Pessoas chegaram aqui procurando no Google:

“ele usa maconha e terminou comigo” - hã?
“como se escreve escamosa” - ué, já escreveu, né?
“os riscos que próteses de cilicone causam” - cilicone?
“para aqueles que se perguntam coca cola” - vixi, código cifrado, mêda!
“dicas de como fazer uma empresa de massoterapia” - também queria saber isso! e que dê lucro, de preferência.
“mostrar todos os drenos de tórax” - é uma ordem!
“uma justificativa para comer carne de animais não humanos em uma sociedade industrializada”
- tipo, pra comer animais humanos nem precisa justificar?? <:-O

É interessante como algumas pessoas realmente conversam com o oráculo. Tinha mais lá, mas só isso chega, se não acaba ficando chato.

Dia desses volto com mais calma. Cuidem-se!

Add comment 9 Maio 2008

Celas reais

Então, estava vendo um documentário com mulheres presidiárias.

E uma delas disse:

- Quando eu sair daqui, pretendo estudar, arrumar uma profissão…

Ela falou com uns olhos sonhadores, como se poder estudar fosse assim um privilégio, uma dádiva.

E eu pensei, provavelmente, é uma dádiva, mesmo.
Nós que podemos frequentar uma escola, não costumamos parar pra entender isso. Eu pelo menos, nunca, até ouvi-la.

E nós que andamos, enxergamos, escutamos, que temos corações que batem sem esforço e pulmões que respiram sem doer. Nós que temos um cérebro que consegue concatenar pensamentos e lembrar deles depois.

Nós que temos acesso a todas as informações sobre saúde, física e mental.

E que nos mantemos em presídios que criamos, e ficamos sonhando como seria a vida “se”.
Se pudéssemos, se tivéssemos escolha, se tudo fosse diferente.

Teríamos escolha, se pudéssemos de repente receber a chave da cela?
Ou temos que forjar nossa própria chave?
Será que precisa de curso pra aprender a fazer chave, ou é possível intuir sozinha, como faz uma?
Ou será que temos que crescer pra poder suportar sermos responsáveis pela nossa vida (ou o que resta dela), e uma vez tendo crescido a chave que era invisível e estava ali o tempo todo aparece?

Não sei.

1 comment 8 Maio 2008

O que é a verdade?

“Existe, por certo, um abismo muito largo e profundo entre a cosmovisão dos médicos em geral (fundada em sua leitura dos fenômenos biológicos) e as concepções de vida da vasta maioria da população.

Salta à vista, na abordagem do assunto (a ética e a verdade do paciente), que se fica, mais uma vez, diante da pergunta feita por Pôncio Pilatos a Jesus Cristo, encarando, como estava, um homem pleno de sua verdade, “O que é a verdade?”. E é evidente que um e outro se cingiam a verdades díspares.

É corrente a afirmação de que muitos pacientes não querem saber a verdade de sua doença, quando grave, ou que procuram de toda maneira se enganar. Acredita-se que o médico não deva ser cúmplice dessa tendência, salvo se a verdade proferida dos fatos for mais deletéria do que a sua exclusão.

Outra forma de dizer seria, talvez: salvo se a verdade revelada dos fatos for mais prejudicial do que a própria afecção de que é portador o paciente. Na prática, é provável que, na maioria das vezes, prefira-se a verdade ao engodo. Ademais, a mentira piedosa, o engodo ou a não-verdade podem até redundar em escândalo, em atitudes ainda mais dramáticas, ou se revestirem de implicações de ordem legal. Nestes casos, admite-se, a verdade conhecida do médico deve se constituir também na verdade do paciente.”

Dalgimar Beserra de Menezes. A ética médica e a verdade
do paciente. In: Desafios éticos, p. 212-5 (com adaptações).


Este texto foi usado em um concurso, como base para questões de português. Achei muito interessante, e fiquei com vontade de ler o resto do livro.

O que mais me chamou a atenção foi o primeiro parágrafo. É muito comum escutar, quando faço uma sutura ou um curativo com parentes do paciente por perto: ‘ah eu não sei como vocês conseguem, eu nunca poderia fazer isso, não tenho essa frieza’ etc.

Bom, se eu nunca tivesse feito uma faculdade, e de repente fosse posta diante de alguém com uma laceração, acho que sairia correndo, também.

Mas, é verdade o que diz o texto. O fato de tornar-se profissional daquilo muda a visão. O que não quer dizer que exista frieza, por isso. É só que o aluno, ao entrar na faculdade, estuda células, depois, no segundo período, estas células agregam-se e viram tecidos, que vemos em lâminas. Depois, vamos estudar anatomia, primeiro em aulas teóricas, e depois no famoso cadáver da Universidade, que nos é apresentado em uma versão embebida em formol, sem sangue, sem cor e já dissecado pelos monitores, ou seja, nada a ver com o choque de ver uma pessoa morta porque acabou de ser atropelada, por exemplo.

Claro, sabemos que aquele corpo já foi um ser humano, e é estranhíssimo no início, mas em geral as pessoas candidatas a médicos conseguem superar bem a experiência. Então vemos as artérias, o fígado, etc.

Depois, lá pro terceiro ano, vamos ter os primeiros contatos com pacientes, sempre supervisionados.

O fato é que, depois de seis anos estudando o corpo humano, quando já formados vemos uma mão cortada, por exemplo, e nossa atenção se dirige a controlar o sangramento pra poder avaliar se houve lesão de algum nervo ou tendão, isso não é frieza, é treinamento, só.

Então, uma pessoa que não passou por estas etapas, que nunca leu sobre células, nem tecidos, nem órgãos, nem viu seus primeiros pacientes sob supervisão, se está andando na rua e de repente vê uma pessoa sangrando, claro que vai ter uma sensação desagradável.

O que me entristece é constatar que ainda é muto comum as pessoas confundirem treinamento com frieza. Porque se posso compreender os fenômenos de um processo patológico, e consigo me concentrar em tratá-lo, e se compreendo que às vezes o processo patológico culmina em morte e nada se pode fazer pra evitar isso, não quer dizer que não sinta nada ao ver uma morte estúpida, ou evitável.

Quanto ao resto do texto, em que o autor fala sobre quando e/ou como falar a verdade da sua doença ao paciente, tenho quase nada a acrescentar. Acho que ele falou muito bem; esta é uma discussão ao mesmo tempo interessante, importante, e interminável.

Em todo caso, a sugestão aqui é a mesma de sempre: pessoas, compreendam que a visão do seu médico é diferente da sua, e com calma exerçam seu direito de serem esclarecidas com os seus termos. Ou seja, às vezes o médico omite alguma coisa porque acha que você já entendeu, ou porque está apressado. Seja o que for, é obrigação do médico conversar até que as dúvidas tenham sido sanadas, e é direito do paciente pedir explicações.

2 comments 6 Maio 2008

Do email

NADA COMO UMA MULHER INTELIGENTE

Um casal sai de férias para um hotel-fazenda.
O homem gosta de pescar de madrugada e a mulher gosta de ler.
Uma manhã, o marido volta de horas pescando e resolve tirar uma
soneca.
Apesar de não conhecer bem o lago, a mulher decide pegar o barco do
marido e ler no lago.
Ela navega um pouco, ancora, e continua lendo seu livro
Chega um guardião do parque em seu barco, pára ao lado da mulher e
fala:
- Bom dia, Madame. O que está fazendo?
- Lendo um livro - ela responde, e pensando: será que não é óbvio?
- A senhora está em uma área restrita em que a pesca é proibida - ele
informa.
- Sinto muito, tenente, mas não estou pescando, estou lendo.
- Sim, mas com todo o equipamento de pesca. Pelo que sei, a senhora
pode começar a qualquer momento. Se não sair daí imediatamente, terei que
multá-la e processá-la.
- Se o senhor fizer isso, terei que acusá-lo de assédio sexual, diz
a mulher.
- Mas eu nem sequer a toquei! - diz o guardião.
- É verdade, mas o senhor tem todo o equipamento. Pelo que sei, pode
começar a qualquer momento.
- Tenha um bom dia, Madame - ele diz e vai embora.

1 comment 4 Maio 2008

Você confere a origem do que lê na internet?

Descobri no meio dos papéis um recorte de artigo, sem data nem autoria, mas de conteúdo bem interessante:

“Phisicians are increasingly challenged by dealing with patients who are becoming more sophisticated in their understanding of illness. At this time, there is one critically important caveat. Virtually anything can be published on the internet, this circumventing the peer-review process that is an essential feature of quality publications. Physicians or patients who search the internet for medical information must be aware of this danger”


E é a pura verdade.

Tradutor Badaud (ou seja, amador mas cheio de boas intenções):

Este trecho do artigo diz que, hoje em dia, os médicos estão cada vez mais deparando-se com o desafio de receberem pacientes cheios de informações a respeito de suas doenças, mas que é necessária uma advertência: virtualmente, QUALQUER COISA pode ser publicada na internet, inclusive textos que não passaram pelos processos de revisão técnica que são essenciais em publicações de qualidade.


Adverte que tanto médicos quanto pacientes devem estar alertas para este perigo.


Ficadica.

Add comment 4 Maio 2008

A difícil arte de falar português

Estava lendo o jornal e mais uma vez deparo com uma forma de falar errada, para a qual já chamei a atenção aqui.

O autor do artigo escreveu que um pai médico deixou que seu filho de quinze anos realizasse uma “cirurgia de cesariana”, para que viesse a figurar no livro dos recordes (em tempo - que idiota!).

Correndo o risco de ser considerada chata, comentei lá:

“Não é “cirurgia de cesariana”.

Diz-se “deixou que realizasse uma cesariana”.

Poderia ser dito: “cirurgia de fígado”, por exemplo. Ou, “cesariana, que é uma cirurgia”.

Mas “cirurgia de cesariana” é mais ou menos como você dizer “cirurgia de cirurgia” - entende?

Da mesma forma, uma pessoa não se submete a um “exame de Ressonância Magnética” (exame de exame!), como é tão comum de se ouvir nos telejornais, mas sim a pessoa “submete-se a uma Ressonância Magnética”. Quem faz exame de ressonância é o radiologista, para dar o laudo.

- é tão difícil entender isso?
- por que, por que????? nenhum ente querido dos repórteres televisivos avisa isso pra eles?

Pior que isso acaba pegando, como o tal “risco de morte” que inventaram também.

Pronto, desabafei, obrigada pela sua atenção!

depois que eu comentei, o moço corrigiu a redação. legal isso de notícias com janelinha de pitacos dos leitores!

4 comments 3 Maio 2008

Do esporte para a vida

Estava lendo algumas máximas de um treinador de natação. Gostei de algumas:

- Winners hate to lose and avoid it at costs. Losers make excuses and repeat their mistakes.

É verdade. Uma vez, reparei que estava reclamando demais quando errava uma bola, jogando tênis. De repente me dei conta de que de nada adiantava, a bola já estava perdida. Não adiantava eu reclamar, resmungar, ou justificar. Precisava era refletir na causa do erro, e me concentrar para não repetir o erro da próxima vez.

- To become effortless requires great effort.

Essa é auto explicativa.

- Seek the path of least resistance.

Me fez lembrar do meu professor zen, de tênis. Ele dizia que o movimento deveria ser fluido, não abrupto. Dizia: “se você está fazendo força, é porque está fazendo errado”.

Obrigada, Professor.

Add comment 1 Maio 2008

Dica Badaud de Marketing

Estava vendo a entrevista do Zaragoza, da DPZ, concedida ao Roberto D’ávila.
Muito interessante o papo, e o publicitário ia desfiando várias peças da DPZ, criadas por ele, que foram sucesso e ganharam prêmios.
Eu particularmente adoro ver comerciais que ganharam prêmios, em geral tendo a curtir a criação, e tal.
Aí ele comentou sobre uma campanha que fez para os cigarros Charm.


Disse que criou a marca, e foi autor da idéia de mostrar uma situação constrangedora, o ator com cigarro na boca levando o mico na boa, e logo abaixo a frase: “nestas horas, o importante é ter Charm”.

Comentou: “Em publicidade, é importante surpreender”.

Enquanto ele ia falando, eu lembrava de um trabalho escolar que fiz à época do lançamento desta campanha.
Eu era uma criança; a professora mandou fazer uma colagem livre em cartolina, e distribuiu revistas pela turma.

Fiz o seguinte trabalho:
De uma revista, recortei do título de uma reportagem a palavra
“Câncer” , bem grande, e colei no alto da cartolina.
Depois, recortei de outra revista a frase do anúncio dele:
“Nestas horas, o importante é ter Charm” , e colei logo abaixo, propositalmente irônica.
E entreguei o trabalho à ‘fessora.

Acho que o Zara ficaria orgulhoso de mim: eu a surpreendi, e ela saiu mostrando meu cartaz pela escola, foi o mó sucesso.
Criança tem cada idéia, né?
Pena que a adulteza amedronta e cega tanto a gente pras coisas assim óbvias, da vida. Bah.

2 comments 30 Abril 2008

O Amor e a Imunidade

Mais um post genial, do Acid !
Desta vez, ele nos conta sobre estudos de cientistas demonstrando que o DNA muda, conforme os nossos sentimentos.
Vejam um trechinho:

“Descobriram que os sentimentos de amor, gratidão e aprêço criaram RESPOSTAS DE IMUNIDADE 300.000 vezes maiores que a que tiveram sem eles. Assim, o que temos aqui é uma resposta que nos pode auxiliar a permanecermos com saúde, sem importar quão daninho seja o vírus ou a bactéria que esteja flutuando ao redor. Mantendo os sentimentos de alegria, amor, gratidão e apreço.

Estas alterações emocionais foram mais além de seus efeitos eletromagnéticos. Os indivíduos treinados para sentirem amor profundo foram capazes de mudar a forma de seu DNA. Gregg Braden diz que isto ilustra uma nova forma de energia que conecta toda a criação. Esta energia parece ser uma REDE ESTREITAMENTE TECIDA que conecta toda a matéria. Podemos influenciar essencialmente esta rede de criação por meio de nossas VIBRAÇÕES”.

Vale a pena ler o post todo.

Add comment 28 Abril 2008

Às pessoas que tinham gostado do layout azul, anterior a este:

Agradeço, e peço desculpas se as mudanças causam algum incômodo a quem aqui chega.

Enquanto isso, vamos exercitando conviver com a impermanência!

Ah, o crédito da linda foto acima é da minha amiga Siose, que não é apenas fotógrafa, mas uma autêntica artista das imagens.

Add comment 27 Abril 2008

Antiinflamatórios não hormonais…

… e seus efeitos deletérios à função renal: em todos os meus livros não achei explicação tão boa sobre o assunto como esta que li aqui. Finalmente entendi o mecanismo da lesão renal.

Add comment 27 Abril 2008

Plástica não é mágica!


- Doutora, trouxe a minha colega pra senhora examinar. (olhos arregalados, voz alarmada)


- Claro, que que foi?


- Ela operou, né, e parece que o médico fez a maior barbeiragem! , ela agora está assim com uma bola na barriga!


- Nossa, mas, por que ela não volta no médico que a operou?

- Ela foi, mas ele disse que estava ótimo, e ela acha que ele está enrolando ela!


- … Tá. Chama ela, lá.


Entra a moça. Bem magra, por sinal.


- Ok, vamos ver o abdome.


- Olha a minha barriga, doutora!!!


A voz e a expressão do rosto são de horror.


Olho pro abdome. Lindo, perfeita a cirurgia, mas com um abaulamento inferior feio.


- Encolhe a barriga, por favor.


Milagre, o abaulamento sumiu. O abdome estava perfeito, uma tábua, a cicatriz, fininha, linda.


- Senhora, seu abdome está perfeito.


- Mas, e essa bola aqui??? (estufando a barriga)


- Ahn.. olha, a parede abdominal é constituída por pele, gordura e músculo, nesta ordem, de fora para dentro. A cirurgia interfere principalmente na pele e na gordura. Às vezes, a musculatura é aproximada, com sutura. É comum, quando a gente tem nenem, os musculos abdominais ficarem afastados um do outro, e isso pode prejudicar funções como a evacuação, o vômito, a tosse, que dependem da chamada ‘prensa abdominal’. Então a plástica beneficia não só a estética, mas a função também, neste caso.


- Ahn.


- Mas o que é feito é o reposicionamento do músculo, apenas. Cirurgia não dá tônus. Se o músculo está flácido, o que resolve é a ginástica, não a cirurgia. Músculo mole não segura com eficácia o conteúdo abdominal.


- Ginástica?? Mas, eu detesto ginástica. Hmf.


- Ok, então, convive com o abdome abaulado. Porque não tem milagre, você entende isso? Não tem cirurgia que deixe o músculo competente e com tônus.


- Ah. Quer dizer que a cirurgia tá boa?


- Tá, sim.


Decepção profunda, no ar.


- Tá, ‘brigada.


- Por nada.

Add comment 26 Abril 2008

A Girl with an X-ray vision

Da séria série: Isso é impressionante…


A Girl with an X-ray vision.


“Trabalhadores da saúde de Moscou descobriram um magnífico dom em uma menina de 16 anos, Natalya Demkina, de Saransk. Ela possui uma ‘visão dupla’, sendo capaz de discernir os órgãos internos de uma pessoa sem usar Rx ou ultrassom.


Natasha já contradisse vários diagnósticos médicos, e não cometeu nenhum erro. Vários experimentos médicos forneceram substanciais e inegáveis provas das habilidades especiais da menina


‘Durante seu crescimento, minha filha era apenas uma menina normal’, disse a mãe de Natasha. ‘Talvez, ela seja apenas um pouco mais amadurecida do que as outras crianças da sua idade. Natasha começou a falar quando tinha apenas 6 meses de idade. Com um ano, ela já podia recitar Pushkin e Nekrasov de cor. Aos 3 anos, Natasha dominava o alfabeto, e aprendeu a dominar o carro de neve’, continua sua mãe. ‘Desde a mais tenra infância, Natasha tem sido resistente a baixas temperaturas. Ela praticamente andava nua pela casa, durante o inverno. Uma vez, ela andou descalça na neve, após fazer uma sauna. De forma geral, ela era apenas uma menina normal, nunca foi capaz de ver através de corpos humanos!’


… a menina surpreendeu sua mãe, com sua habilidade. ‘Eu vejo um tubo enrugado, similar ao nosso aspirador de pó, dentro de você. Eu também vejo dois feijões e um tomate que parece um coração de touro’, disse a menina. Naquele tempo, ela não conhecia a terminologia médica, e não sabia dar os nomes certos para o coração, rins, ou intestinos. Ela simplesmente comparava o que via a frutas e vegetais.


Trabalhadores do hospital N1 para crianças decidiram conduzir vários experimentos a fim de conhecer melhor o dom da menina. Foi mostrada para Natasha uma mulher com uma série de doenças. A menina conseguiu listar cada uma delas. Posterior ultrassonografia provou seu diagnóstico final.


Os próprios médicos freqüentemente visitam a menina. Várias vezes Natasha contradiz seus diagnósticos finais. ‘Houve uma senhora, em quem havia sido diagnosticado um câncer. Eu olhei para ela, e não percebi nada parecido, apenas um pequeno cisto. A mulher, no entanto, disse que havia recebido diagnóstico de câncer.’ Exames posteriores revelaram que Natasha estava certa.”


Impressionante!!

2 comments 26 Abril 2008

Feudos na Medicina

“Great Feuds in Medicine: Ten of the Liveliest Disputes Ever”.




Muito educativo. Uns trechos da resenha (que peguei em um site pago):


“The book covers controversies from the 17th century with blood circulation theorist William Harvey to more current disputes, such as the rivalry of Robert Gallo and Luc Montagnier in the discovery of HIV. Moreover, Hellman looks beyond the obvious sources of feuds — that
research is competitive and some researchers have huge egos – and examines, for instance, the effects of nationalism and religion. He believes that conflict is a natural sequel of discoveries. “


“Indeed, in his introduction, he quotes Leopold Augenbrugger, the German physician who first percussed his patients’ chests.
“It has always been the fate of those who have illustrated the arts and sciences by their discoveries to be beset by envy, malice, hatred, destruction and calumny” (p.ix). But as Hellman demonstrates, not all of Augenbrugger’s colleagues denounced his technique; some simply ignored it for several decades.”


“Many a discoverer would be happy to have opponents open-minded enough to debate and test his views. Until that day comes, we will still suffer long delays: the knowledge-action gap between a scientific advance and its widespread acceptance and application.”


Pois é. Mais pura verdade, infelizmente.

Add comment 26 Abril 2008

Dê um jeitinho aí, que já te processo!

Ou: Das agruras de se exercer uma profissão altamente técnica no país do jeitinho.

“Os serviços médicos gratuitos estão sujeitos aos riscos de responsabilidade.

O simples fato do médico não receber pelo seu serviço não impede o doente de processá-lo por erro médico. Atender, por exemplo, um vizinho no meio da noite expõe o médico à responsabilidade, e a Corte não aceitará como defesa a afirmativa de que o serviço não foi cobrado.

Uma vez que o médico deu sua opinião a respeito do diagnóstico ou do tratamento, direta ou indiretamente, ele se coloca numa posição de relacionamento médico/doente.

Nestas circunstâncias, a Corte tem estabelecido que é dever do médico não abandonar o caso ou abdicar de suas responsabilidades.

Ele tem, também, o dever de exercer o ato médico implícito a tal atendimento com competência e discernimento, como seria de esperar por parte de um profissional razoavelmente competente atuando em condições análogas.”

In Advanced Trauma Life Support - American College of Surgeons, 6a Edição.

Tradução Badaud:

- Na hora de pedir consulta no corredor, tudo é festa. Na hora de pedir pra ‘quebrar um galho’, dar consulta pelo telefone, fornecer receita de medicamento controlado pra tia que inclusive não se encontra no momento, liberação pra piscina do garoto que também não está aqui agora, um parecer sobre um laudo de exame histopatológico quando a gente está de pé na fila do caixa 24 horas, a exigência é feita como se esses procedimentos fossem normais ou aceitáveis.

Convenientemente, as pessoas mal educadas (e são tantas!) confundem o que seria ‘humanidade’ por parte do médico, com conduta anti ética.

Curiosa e estranhamente, o mesmo povo que exige que você médico viva quebrando o galho deles e fica puto quando você explica que é só um médico e não um adivinho, que pra prescrever precisa examinar, que pra examinar precisa de hora e locais adequados, esse mesmíssimo povo sobe nas tamancas quando suspeita da possibilidade de “erro médico”.

E aí xinga que o país não tem jeito mesmo, que a saúde é um lixo e os médicos uns pilantras e tal. Não que não possam, ou não devam. Errado é o médico que, sendo profissional, age como se não fosse, e cede às pressões, muitas vezes ferozes, pra dar jeitinho nisso e naquilo.

1 comment 23 Abril 2008

Jet Lag

Vi um filme muito gostoso. Chama-se ‘Jet Lag’ , que em português, seguindo a tradição de títulos traduzidos bisonhamente, chama-se ‘Fuso Horário do amor’.

Aliás, quase não alugo, só por causa do título ridículo. Mas quando vi que era com Jean Reno e Juliette Binoche, mudei de idéia e peguei.

Valeu a pena, adorei!

A certa altura, a personagem principal descreve como seus pais (e os franceses em geral, acho) encaravam o cinema americano:

“Eu não podia ver filmes americanos. Meu pai dizia que eram estúpidos, e minha mãe dizia que davam uma idéia errada da vida: os pobres ficavam ricos, os ricos têm uma vida dura; os sem-documentos encontram os documentos; as guerras terminam, os mortos revivem, e as prostitutas casam-se com milionários!”

Eu concordo com eles!!!

Achei o filme uma delícia, recomendo!

1 comment 22 Abril 2008

Hermes

“…Em algum ponto dentro de nós, não importa o quanto estejamos confusos ou perdidos, existe um vislumbre do inconsciente, para indicar-nos a direção e as escolhas corretas.

(O deus Hermes) não vem quando é chamado, pois é um deus brincalhão, e nem sempre responde ao que pensamos ser importante.

Ele tem suas próprias idéias sobre o que é importante.

Pode surgir como uma pessoa que encontramos, que faz o papel de elemento catalisador, ou uma situação corriqueira que transforma o destino.

Estas pessoas e situações são manifestações de Hermes, ou o Mago, ou ainda o Guia interior, ou Anjo da Guarda, oferecendo auxílio e orientação em momentos difíceis da vida.

Encontramos este Guia apenas depois de superarmos o abismo, pois sua visita não pode chegar enquanto estivermos protegidos pelas paredes da gruta maternal.

O Mensageiro aponta para o potencial criativo que ainda não se manifestou em nós. Depois deste encontro, tomamos consciência de nossas capacidades, a serem desenvolvidas.”

Liz Greene

Add comment 22 Abril 2008

Oração Proferida por Jesus na casa de Simão Pedro em Favor dos Delinqüentes que Escapam aos Tribunais da Terra

” Pai, acende a Tua Divina Luz em torno de todos aqueles que Te olvidaram a bênção, nas sombras da caminhada terrestre.

Ampara os que se esqueceram de repartir o pão que lhes sobra na mesa farta.

Ajuda aos que não se envergonham de ostentar felicidade, ao lado da miséria e do infortúnio.

Socorre os que se não lembram de agradecer aos benfeitores.

Compadece-te daqueles que dormiram nos pesadelos do vício, transmitindo herança dolorosa aos que iniciam a jornada humana.

Levanta os que olvidaram a obrigação de serviço ao próximo.

Apieda-te do sábio que ocultou a inteligência entre as quatro paredes do paraíso doméstico.

Desperta os que sonham com o domínio do mundo, desconhecendo que a existência na carne é simples minuto entre o berço e o túmulo, à frente da Eternidade.

Ergue os que caíram vencidos pelo excesso de conforto material.

Corrige os que espalham a tristeza e o pessimismo entre os semelhantes.

Perdoa aos que recusaram a oportunidade de pacificação e marcham disseminando a revolta e a indisciplina.

Intervém a favor de todos os que se acreditam detentores de fantasioso poder e supõem loucamente absorver-te o juízo, condenando os próprios irmãos.

Acorda as almas distraídas que envenenam o caminho dos outros com a agressão espiritual dos gestos intempestivos.

Estende paternas mãos a todos os que olvidaram a sentença de morte renovadora da vida que a tua lei lhes gravou no corpo precário.

Esclarece os que se perderam nas trevas do ódio e da vingança, da ambição transviada e da impiedade fria, que se acreditam poderosos e livres, quando não passam de escravos, dignos de compaixão, diante de teus sublimes desígnios.

Eles todos, Pai, são delinqüentes que escapam aos tribunais da Terra, mas estão assinalados por Tua Justiça Soberana e Perfeita, por delitos de esquecimento, perante o Infinito Bem.”

(Prece extraída do capítulo 50 “Em Oração”, do livro JESUS NO LAR, ditado pelo Espírito Neio Lúcio, ao médium Francisco Cândido Xavier).

Add comment 21 Abril 2008

E tem gente que é paga pra fazer isso…

Trudia estava vendo ‘Despedida em Las Vegas’, legendado.

Aí o Nicolas Cage chega no hotel e avisa ao porteiro que as malas estão no carro.

O porteiro, prestativo, responde:

- ‘You got it!’

Fala esta ‘traduzida’ com a seguinte legenda:

- ‘Pega você!’.

Inacreditável. Pelo menos rendeu umas gargalhadas…

1 comment 21 Abril 2008

Reflexão

“Muitas vezes, as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas.
Perdoe-as, assim mesmo.
Se você é gentil, as pessoas podem acusá-lo de egoísta e interesseiro.
Seja gentil, assim mesmo.
Se você é um vencedor, terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros.
Vença assim mesmo.
Se você é honesto e franco as pessoas podem enganá-lo.
Seja honesto assim mesmo.
O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para outra.
Construa assim mesmo.
Se você tem paz, é feliz, as pessoas podem sentir inveja.
Seja feliz assim mesmo.
Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante.
Dê o melhor de você assim mesmo.
Veja você que no final das contas, é entre você e Deus.
Nunca foi entre você e as outras pessoas”.

(não sei o autor)

Add comment 21 Abril 2008

O Inevitável e o Livre Arbítrio

Pois, recebi email de um amigo, que não vejo faz muito tempo.

Um trechinho:

“Por aqui está tudo na mesma, ou seja, tudo aquilo que você não sabe, continua acontecendo!

Thomas Mann, um amigo meu, um dia escreveu:

”O inevitável é confortável”.

Naquela ocasião dei-lhe um bom tapa nas costas, tamanha foi minha admiração (e meu alívio). Bastou que eu virasse as costas e me veio a dúvida: o que era inevitável? Procurei-o imediatamente, com a liberdade de amigos, e ele havia morrido, sem me avisar (grande amigo!)”.

Respondi a ele:

“… Claro que concordo que o inevitável é confortável.

Principalmente porque não acredito em coisas inevitáveis, mas acredito muito na capacidade humana de inventar desculpas pra não fazer o que seu coração sabe que deve ser feito.

Tipo o paciente ao qual eu sugeria que parasse de fumar, e ele me disse que sabia que o cigarro fazia mal. Ó vítima!

Eu disse a ele:

- Mas, o cigarro não faz mal!

Ele me olhou espantado. Continuei:

- O cigarro não faz nada, ele é um objeto inanimado. Você é que vai lá pegar ele e acender. Você é que se faz mal, entenda isso.

1 comment 19 Abril 2008

Paciência e Perseverança

“Se há dificuldades, tropeços ou falhas, deve-se olhar para eles quietamente e chamar para dentro tranqüila e persistentemente a ajuda Divina para removê-los, mas não se permitir ficar transtornado ou angustiado ou desencorajado… a mudança total da natureza não pode ser feita em um dia.

A estrada é longa, cada palmo de chão tem que ser ganho contra muita resistência, e nenhuma qualidade é mais necessária para o aprendiz do que paciência e uma perseverança inflexivelmente decidida, com uma fé que se mantém firme através de todas as dificuldades, atrasos e aparentes falhas.

Uma vez que se colocou os pés no caminho, como se pode recuar dele para algo inferior? Se você se mantém firme quedas não importam, levanta-se de novo e continua em frente. Se você é firme na direção ao objetivo não pode haver nenhum fracasso definitivo no caminho. E se há algo dentro de você que impulsiona, como certamente há, vacilações ou quedas ou falta de fé não fazem nenhuma diferença decisiva. Tem que se continuar até que a luta tenha passado e haja o caminho reto e aberto e sem espinhos diante de nós”.

Sri Aurobindo.

Add comment 17 Abril 2008

Câncer de pele: o gatinho vira onça


Esperava iniciar a cirurgia às oito, e terminar no máximo às dez.

Pois ficamos das oito às dezessete operando. Nove horas de cirurgia. Era inevitável? Não, não era.

Porque aconteceu que o paciente, um senhor de 77 anos, esperou dois anos antes de procurar auxílio médico para cuidar de uma tumoração, pequena, que estava crescendo no seu lábio superior.

Dois longos anos. Resulta que, ao chegar à consulta e ser examinado, o que se viu: a ‘bolinha’ na pele era pequena, mas à palpação, notava-se que quase todo o lábio superior, anormalmente endurecido, estava infiltrado pela doença. Informei, prevenindo, que talvez o paciente saísse da cirurgia com um curativo beeeeeeeeeem grande.

Completo aqui

3 comments 16 Abril 2008

Pra quem gosta - tem desktop novo.

9 comments 13 Abril 2008

Our Love Is Here To Stay

George Gershwin

It’s very clear
Our love is here to stay ;
Not for a year
But ever and a day.

The radio and the telephone
And the movies that we know
May just be passing fancies,
And in time may go !

But, oh my dear,
Our love is here to stay.
Together we’re
Going a long, long way

In time the Rockies may tumble,
Gibralter may crumble,
They’re only made of clay,
But our love is here to stay.

6 comments 13 Abril 2008

Bacalhau ao forno

É delicioso e fácil de fazer!

- 2 postas (300 g) de bacalhau
- 2 cebolas gdes fatiadas
- 1/2 pimentão verde cortado em
tiras
- 1/2 pimentão amarelo cortado
em tiras
- 2 col. (chá) de azeite
- 1 tomate cortado
- Salsa e cebolinha a gosto
- Sal a gosto

Colocar o bacalhau de molho na água de véspera. Trocar a água várias vezes.
Numa panela, dourar a cebola no azeite. Depois acrescentar pimentões, tomate, salsa e cebolinha.
Deixar refogar e temperar com sal.
Numa fôrma refratária, arrume as postas de bacalhau, coloque o refogado por cima, cubra com papel alumínio e leve ao forno.
Depois de assado, tirar o papel alumínio e recolocar no forno por alguns minutos, para dourar.

Nham!

Dicas:

- Salada crua de entrada.
- Acompanhar com verduras e legumes sem amido.
- Preferir peixes com escamas e pescados longe da costa.
- Preferir os de água salgada (doce = > contaminação).
- Truta e salmão - liberados - só vivem em água limpa.
- Atenção se o peixe é fresco. Na dúvida: não consumir.

Add comment 12 Abril 2008

MERDA

MERDA pode mesmo ser considerada um coringa da língua portuguesa.

Exemplos:

Como indicação geográfica 1: Onde fica essa merda?

Como indicação geográfica 2: Vá à merda!

Como indicação geográfica 3: Às seis vou embora dessa merda.

Como substantivo qualificativo: Você é um merda!

Como auxiliar quantitativo: Trabalho pra caramba e não ganho merda nenhuma!

Como indicador de especialização profissional : Ele só faz merda.

Como indicativo de MBA : Ele faz MUITA merda.

Como sinônimo de covarde: Seu MERDA !

Como questionamento dirigido: Fez merda, né ?

Como indicador visual: Não se enxerga merda nenhuma!

Como elemento de indicação do caminho a ser percorrido: Por que você não vai à merda?

Como especulação de conhecimento e surpresa: Que merda é essa?

Como constatação da situação financeira de um indivíduo: Ele está na merda…

Como indicador de ressentimento natalino: Não ganhei merda nenhuma de presente!

Como indicador de admiração: Puta Merda !!

Como indicador de rejeição : Puta Merda !!!!

Como indicador de espécie : O que esse merda pensa que é ??

Como indicador de continuidade : Na mesma merda de sempre.

Como indicador de desordem: Tá tudo uma merda!

Como constatação científica dos resultados da alquimia : Tudo o que ele toca vira merda!

Como resultado aplicativo : Deu merda.

Como indicador de performance esportiva : O Vasco não está jogando merda nenhuma!!!

Como constatação negativa : Que merda !!!!

Como classificação literária: Êta textinho de merda…

Recebi essa do Edson, faz tempo… morri de rir!!

2 comments 8 Abril 2008

Mais um ‘causo’ de Hospital

Em certa época, eu trabalhava na Cirurgia Plástica do HTO (Hospital de Traumato Ortopedia); o horário de trabalho que costumava terminar por volta de 17 horas não estava acabando antes das 20, por conta dum tal mutirão da saúde.

Num desses dias saí do centro cirúrgico e fui ver um paciente com escaras, na enfermaria. Juntei o material, e lá fui eu.

Ao chegar no quarto, esqueci do meu cansaço àquela hora da noite. Paciente alcoólatra, com soro na veia, sonda de alimentação, joelho ruim, e a mãe do lado, uma senhora de certa idade mas pronta a ajudar. Com certeza eu não estava em posição de reclamar de nada.

Completo aqui

Add comment 8 Abril 2008

Campeonato de nojeiras

Ou, mais uma ‘conversa furtada’.

Antes de iniciar a cirurgia, papo na sala de repouso médico. Assunto: campeonato de nojeiras.

- Uma vez eu vi um gato cavucando na travessa de farofa que ia ser servida no bandejão.

- Argh!

- Po, e eu, que já achei uma perna de barata na lasanha? Tinha até os cabelinhos!

- Aaaaaaargh!

- Eu vi o cara que trabalha na cozinha da cantina pegando uns pedaços do frango frito com a mão e comendo, enquanto com a mesma mão os arrumava pra servir.

- Eeeeergh!

Aí o coleguinha que estava quieto e calado no fundo da salinha, pede a palavra. Faz-se o silêncio. Triunfante, ele conta seu caso:

- Pois eu, outro dia, encontrei, no meu prato… um Band Aid…

- AAAEEEERRRRGGGHHHJ!

4 comments 7 Abril 2008

Sobre um filme já antigo - Babel

Pra quem não viu, quer ver e não quer saber nada sobre o filme: pare de ler este post agora.

O núcleo do filme, na minha opinião, poderia ser resumido em uma frase, dita por uma personagem.

Uma adulta decide tomar uma conduta, que dá muito errado. Tipo, quase morre um. A criança, aturdida, olha pra ela e pergunta:

- Você é uma pessoa má??

Ela, chorando, responde:

- Não, eu não sou ma pessoa má… só fiz uma coisa idiota.

É o filme: pessoas que não são más, que acham de fazer coisas idiotas, das quais acabam resultando, quando não tragédias, situações absurdamente complicadas.

A mim impressionou, no filme, o fato de mostrar a repercussão que pode alcançar a conduta de pessoas boas fazendo coisas idiotas. E as conseqüências tantas vezes catastróficas das coisas idiotas que as pessoas boas fazem.

O menino até então ‘bom’, que dá um tiro, idiota, no ônibus.

A senhora boa que idiotamente pega uma carona, com duas crianças, de um motorista bêbado, porque estava com pressa de chegar ao seu destino.

A menina japonesa que idiotamente resolve dar pra qualquer um.

Não havia nenhum monstro ou psicopata ali. Todos eram pessoas boas, ou “normais”, agindo irrefletidamente. Dando chance, com sua irreflexão, à ‘má sorte’.

Pra refletir, isso.

1 comment 5 Abril 2008

Ortodoxia

“- É o modus operandi da ortodoxia. Eles asfixiam um jovem e perigoso cérebro para que acabe florescendo no estrume da doutrina durante alguns anos até que ele passe a semear. Então, quando a última partícula de criatividade tiver sido soprada e eliminada, eles diplomam o iniciado e confiam que ele, em sua imbecilidade, perpetue o santo livro. É desse jeito que funciona, não é? Qualquer contestação de um trainee seria interpretada como resistência, não seria?”

Trecho de Mentiras no Divã, de Irvin D. Yalom. Editora: EDIOURO

2 comments 5 Abril 2008

Igreja, pra que te quero?


Escutei o José Nêumanne Pinto falando o óbvio na TV (com outras palavras): a igreja católica é contra as pesquisas com células tronco.

Tá, ótimo, então os padres e seus ‘fiéis’ não se beneficiam dessa tecnologia, assim como as testemunhas de jeová não aceitam transfusão de sangue.

O detalhe é que no Brasil tem trocentas outras religiões, cujos adeptos não têm nada com isso.

Se eu sou espírita, umbandista, budista, agnóstica, pode o padre católico me privar de um tratamento de saúde porque ele acha que o tratamento é pecado?

Então o muçulmano pode pretender que todas as mulheres do mundo usem burka, o rabino também pode proibir geral de comer carne de porco, ninguém mais poderá receber transfusão de sangue, e sexo só depois do casamento e pra procriar, hein.

Afafavô.

Add comment 5 Abril 2008

Sobre Queimaduras em Casa

Uma vez me perguntaram se é correto colocar uma área queimada sob água fria e aplicar clara de ovo.

Depende. Vou tentar fazer um resumo do assunto.

Nas queimaduras, como em quase tudo que se refere a saúde, o mais importante é PREVENIR:

Evitar panelas no fogão com os cabos virados para fora; só usar álcool gel e mesmo este deixar longe do fogo e das crianças; cuidar que as instalações elétricas estejam em perfeito estado; evitar acender velas em casa; não fumar na cama; vigiar as crianças, sempre.

Se tudo deu errado e ocorreu o acidente, o que fazer?

Completo aqui

1 comment 5 Abril 2008

Temperança

“Temperança não se trata de desfrutar menos, mas sim de desfrutar melhor.

A temperança é essa moderação, pela qual permanecemos senhores de nossos prazeres, não seus escravos. (…) É um trabalho do desejo sobre si mesmo, que visa não superar nossos limites, mas respeitá-los.

Virtude ética, muito mais que moral, que é menos do âmbito do dever do que do bom senso.”

(…) “Santo Tomás bem viu que esta virtude, embora menos elevada que a prudência, a coragem ou a justiça, prevalece muitas vezes sobre elas, pela dificuldade. É que a temperança tem por objeto os desejos mais necessários à vida do indivíduo (beber, comer) e da espécie (fazer amor), que são os mais fortes, e por isso mesmo mais difíceis de dominar.

Isso quer dizer que não se trata de suprimi-los, mas, tanto quanto possível, de controlá-los, regrá-los, mantê-los em equilíbrio, em harmonia, em paz.

A temperança é uma regulação voluntária da pulsão da vida, uma afirmação sadia do nosso poder de existir, em especial do poder de nossa alma sobre os impulsos irracionais de nossos afetos e apetites.

(…) A temperança é a virtude que supera todos os gêneros de embriaguez, e deve, portanto, superar a embriaguez da virtude, e é aí que se aproxima da humildade”.

André Comte-Sponville, Pequeno Tratado das Grandes Virtudes (Ed. Martins Fontes)

Add comment 3 Abril 2008

“As cruzadas contra o macarrão”

“Giovanni da Vigo, há quatrocentos anos, foi o primeiro a escrever contra a massa e suas influências nefastas. Mais tarde, o religioso Girolamo Savonarola condenava do púlpito os prazeres da gastronomia e, conseqüentemente, as pastas, os molhos, os queijos. A fim de salvar as almas, ele pretendia moderar com rigor os prazeres da gula.

Shopenhauer foi outro pessimista que não aceitava a massa. Na seqüência, chegou a vez de Marinetti, o futurista fascista, autor de um manifesto sobre o ideal do “novo italiano”.

O ruído das máquinas, o rugir dos motores, os aviões, o metal, serviriam de modelo para tentar redirecionar a cultura italiana.

A pasta, símbolo de uma vida pacífica, deveria ser substituída por pratos mais modernos, belicosos e estimulantes.

Formas inéditas de apresentação, fragrâncias estrepitosas e músicas estranhas impulsionariam os homens para um caminho aproximado das artes e para uma existência decidida e viril.

Para Fillipo Marinetti, a pastasciutta - embora de sabor agradável - era comida obsoleta. Ele exigia receitas com nomes modernos, criadas por futuristas sabidos.

Transcreverei aqui o nome de algumas: Aerovivanda (aeromanjar), Fragolamammella (morangopeito), Uomodonnamezzanotte (homemmulhermeianoite), Bombardeio de Adrianópolis, Queima-Boca, Carnescultura etc.

O Manifesto della cucina futurista foi publicado em Turim, em Dezembro de 1930.

Quantos italianos levaram a sério esses loucos inovadores? Na pacata província de Turim dessa época, por certo foram poucos: apenas uma trupe de artistas plásticos, literatos e rebeldes.

Turim, a cidade mais conservadora da Itália, fiel a seu rei destronado, à sua nobreza, enfrentava no período uma das recessões mais violentas da sua história.

Os que pensavam na crise econômica que invadia o mundo, os que lutavam para alimentar a família, não podiam achar nenhuma graça em receitas como a do Porco Excitado, na qual se desperdiçava o cobiçado café para jogá-lo sobre fatias de salame cru.

E quem, podendo comprar um artigo supérfluo como a água de colônia, a diluiria no café, no lugar da água? (…) recuperei duas receitas (dos futuristas italianos) que descrevem as intenções e as possibilidades estéticas comandadas por Marinetti.

1) PORCO EXCITADO

Sirva um salame cru sem pele, cobrindo-o com café (líquido) preparado em muita água de colônia.

2) CARNE CRUA DILACERADA PELO SOM DE CORNETA

O convidado come um pouco de carne crua (do tipo bife tártaro). Depois, pega uma corneta e emite notas impetuosas e guerreiras. Segue comendo outro tanto de carne e soa novamente a corneta. Repete a performance até a carne acabar.”

Do livro: ‘Nunca Treze à Mesa’, de Orietta del Sole, Ed. Companhia das Letras.

Fico imaginando um ser humano do futuro, lendo uma dieta de hoje em dia, do doutor fulano, explicando que pra ficar legal você deve se entupir de carne vermelha, (cheia de nitratos cancerígenos que não a deixam ficar acinzentada, como seria normal em um cadáver mesmo congelado), e nesta mesma dieta é proibido, por exemplo, comer uma maçã. Existe uma dieta assim, existe um monte de gente que a segue, e eu sou capaz de apostar que este carinha do futuro nos vá achar tão ridículos como nós achamos os italianos da Orietta.

Add comment 3 Abril 2008

Caminho

“… o melhor meio de conseguirmos uma morte suave e tranqüila, é viver dignamente, com simplicidade e sobriedade, é viver uma vida sem vícios nem fraquezas, desapegando-nos antecipadamente de tudo o que nos liga à matéria, idealizando nossa existência, povoando-a de pensamentos elevados e ações nobres.

… além da campa, o único juiz, o único algoz que temos, é a nossa própria consciência.”

Léon Denis, em
O Problema do Ser, do Destino e da Dor
Ed. Federação Espírita Brasileira

3 comments 28 Março 2008

Mais Conversa Furtada

Conversas Furtadas é um blog, muito bacana.

A conversa:

Garoto de 19 anos, sendo operado com anestesia local, pergunta à enfermeira de sala:

- E aí? Está ficando bom?

- Está lindo! Nem vai parecer que foi operado.

- Ah, bom! Vou dar um chêro nesta doutora …

- Ih, mas vê que o namorado dela vai te bater hein!

- Aí num pode, eu tô operado!

1 comment 28 Março 2008

Da série: Informações Imprescindíveis


Coisas
que outras pessoas fizeram, quando tinham a sua idade.

Mas não só na sua idade, em outras também, por exemplo:

Albert Einstein começou a falar apenas aos três anos de idade.

Anton Chekhov foi tão oprimido por um professor brutal, que recusou-se a aprender o alfabeto, aos oito anos.

O tecladista de jazz Herbie Hancock tocou com a Orquestra Sinfônica de Chicago aos 11.

Albert Einstein aprendeu sozinho a geometria euclideana aos 12.

O ator Gerard Depardieu deixou a casa, para viver nas ruas com 12 aninhos!

O escritor alemão Hermann Hesse determinou-se a ser “um poeta ou nada” aos 13 anos.

Alice Porlock, inglesa, publicou seu primeiro livro, Portrait of My Victorian Youth, quando estava com 102 anos.

O patriarca bíblico Matusalém morreu com a idade de 969.

Por aí vai. Gostei!

Add comment 26 Março 2008

Hoje lembrei de um blog…

… do qual eu gosto muito: o Conversas Furtadas.

Na loja, esperando minha vez de pagar, escuto a moça do caixa dizer à colega:

- é crocrete ou cocrete?
- hã? acho que é coc… cro.. que.. te
- então por que aquela dona disse crocrete?
- hã?
- é! ela disse cocrete!

*****************************

E o meu amigo pede ajuda com o computador:

- tá travando todo! já tentei tratar, deixei ele em repouso, e nada.
- hm, isso parece ser vírus.

após uns momentos tentando consertar, sem sucesso:

- sei não, pelo jeito isso é bactéria..
- deixa de ser besta. isso é problema de BIOS.
- bios?
- é: bicha ignorante operando o sistema.

3 comments 23 Março 2008

Ignorância pode matar

Ninguém me contou. Eu vi.

Estava de plantão na UTI, a médica da Emergência pede ajuda para avaliação e acesso venoso de uma paciente de 50 e poucos anos que havia chegado ao setor com dor abdominal, pressão baixa, extremidades arroxeadas (pra quem não sabe, eu sou cirurgiã).

Conversamos com a paciente. Ela disse que estava com sede, e dor abdominal.

Confirmada a pressão baixa. Optei por acesso venoso periférico com dois ‘jelcos’, infusão rápida de soro, administração de oxigênio.

Estranhamente, ao exame o abdome estava molinho, não era compatível com qualquer quadro cirúrgico que justificasse aquele choque (pressão muito baixa e má perfusão das extremidades, levando àquela cor escura das mesmas).

Ausculta pulmonar ‘limpa’. Urina pouca, escura, mas sem ‘grumos’.

Se é um choque séptico, veio de onde? Qual o foco de infecção?

Completo aqui

3 comments 22 Março 2008

Da série: “O corpo que se vire!”

Esta foto é auto explicativa.


Pra quem não entendeu, ela retrata um tonel que contém “flavouring component” - componente que dá sabor - da Pepsi Cola. No tonel, uma grande advertência: “não deve entrar em contato com a pele ou superfícies pois é CORROSIVO”.

Fico imaginando o que acontece, quando o corpo recebe o troço corrosivo, sendo que os rins precisavam e pediam só uma inocente água, pra poderem dar conta do sirviçu de jogar os lixos metabólicos fora.

Ao invés, recebem mais lixo, e ainda assim se viram pra faxinar o sangue.

Não é lindo isso?

4 comments 22 Março 2008

Respondi, com séculos de atraso, aos últimos comentários.
Peço desculpas pela demora e aviso que sempre leio e prezo muito os comentários de vocês, embora nem sempre dê pra responder no mesmo dia (às vezes nem na mesma semana.. :( )

1 comment 21 Março 2008

Sobre Lipoaspiração - de novo

Genericamente, posso dizer o seguinte: não existe milagre; a cirurgia ficará boa se for bem indicada, e realizada por alguém bem treinado.

O que é uma cirurgia bem indicada: é aquela em que o cirurgião respeita os limites da técnica, e os limites da paciente, e, tendo respeitado estes parâmetros, julga que o resultado pode ser benéfico.

Completo aqui

Add comment 20 Março 2008

Fofoca e o Rancor

“A ‘fofoca’, ou a transmissão mal-intencionada de informações, é uma das redes mais importantes de preservação e transporte de rancor.

(…) (Existem) três diferentes formas: o ‘repassador de histórias’, a ‘má-língua’ e o caluniador”.

O caluniador é alguém que propaga uma mentira em relação a outra pessoa.

A ‘má-língua’ é a atitude do indivíduo que transmite uma informação verdadeira, porém com a única intenção de difamar.

O ‘repassador de histórias’ repete de forma falsamente involuntária informações comprometedoras, sempre com interesses escusos.

Se pudéssemos graduar estes níveis de manipulação de informação, encontraríamos uma situação inversa à que pareceria óbvia:
a mais nociva das fofocas é justamente o ‘repasse de histórias’, seguido da ‘má-língua’ e por último da calúnia.

Completo aqui

Add comment 20 Março 2008

Crianças e as próteses de silicone

…”uma menina de 17 anos, que queria submeter-se à cirurgia para colocação de implantes mamários de silicone.

Que o médico desaconselhou num primeiro momento, que o pai era contra mas que a mãe, pedagoga, disse que dava força, porque temia que a filha ficasse ‘complexada’, ou algo assim. Que o pai encolhera os ombros diante da autoridade da mãe neste assunto, e que afinal a menina foi operada.

Na escola, as coleguinhas apareceram achando tudo lindo, e dizendo a quais cirurgias quereriam submeter-se também.

Assim foi contado, e a pessoa perguntou o que eu achava.

Acho, baseada em vinte anos de prática cirúrgica, que implante de silicone é para mulheres com mamas muito pequenininhas, ou mastectomizadas.

Completo aqui

3 comments 18 Março 2008

Branco no Preto

“… quem mais perdia com o preconceito, eram os preconceituosos, porque, agindo assim, estavam perdendo a oportunidade de desfrutar da companhia e da amizade de tanta gente boa.

Simples, e essencial. Generosamente, ele ensinou a quem quisesse ouvir: idéias pré concebidas simplesmente nos impedem de enxergar o que (e quem) está bem na nossa frente.”

Completo aqui

Add comment 15 Março 2008

Lipoaspiração e o emagrecimento


“De férias, Rita Lee aproveita e faz lipoaspiração” - diz a manchete do jornal.

“Durante as férias, a cantora resolveu fazer uma lipoaspiração para livrar-se dos indesejáveis quilos que adquiriu, depois de ter parado de fumar.”

De repente a pessoa que a operou é um excelente médico, que a avaliou fisica e emocionalmente, e, ignorando quem era a paciente e quanto ela podia pagar, julgou que havia uma indicação para a cirurgia.

Se este foi o caso, a nota de reportagem foi extremamente mal feita. Porque perder peso não é indicação de lipoaspiração, como dá a entender.

Completo aqui

Add comment 14 Março 2008

Sobre câncer e outros

Falando de uma forma bem simplificada, uma doença, pra se manifestar, precisa de alguma predisposição genética, associada ou não a um fator ambiental desencadeante.

Se a predisposição genética for muito forte, um câncer de pulmão pode aparecer mesmo sem ‘provocação’ ambiental, como fumo por exemplo.

Se é um traço fraco, poderá ficar quiescente, e só se manifestar em resposta ao estímulo externo.

Daí, que é grande bobagem uma pessoa dizer: “Eu fumo sim, meu vizinho ’seu’ fulano nunca fumou, e, olhalá, morreu de câncer; de que adianta?”

Completo aqui

4 comments 7 Março 2008

Fanáticos

“Qualquer convertido, seja um comunista que torna-se capitalista, ou um fumante de seis maços/dia que torna-se um não-fumante, termina condenando suas práticas anteriores. Porque aquelas crenças não funcionaram para ele, elas não podem funcionar para mais ninguém. Sua visão se torna estreita, cega pela luz. Tenha ele se transformado num hindu, ou unido-se aos AA, ele se torna um fanático. Se você quer saber minha opinião, acho que os fanáticos que f** o mundo. Aqueles que pensam que têm Deus a seu lado. O resto de nós, não precisamos da luz divina. Na escuridão da noite, tudo o que queremos é luz suficiente para não tropeçar a caminho do banheiro.”

traduzido daqui

1 comment 7 Março 2008

Tempo, tempo…

Por falar em lindas músicas do Caetano * não sou fã da pessoa dele (pois não conheço) e nem de todas as músicas dele; mas o cara é autor de algumas das mais lindas letras e melodias que já ouvi na vida.

E “Oração ao Tempo” é uma delas. Enfim.

Ultimamente tenho pensado no tempo ‘enquanto’ coisa que vai e não volta mais.

Sei lá. De repente entendi que não tenho ‘a vida inteira’ pra resolver depois as coisas.

E pensar que tem gente que já nasce sabendo disso.

1 comment 4 Março 2008

Elegia

Caetano Veloso

Deixa que minha mão errante adentre
Atrás, na frente
Em cima, em baixo, entre
Minha América, minha terra à vista
Reino de paz se um homem só a conquista
Minha mina preciosa, meu império
Feliz de quem penetre o teu mistério
Liberto-me ficando teu escravo

Onde cai minha mão, meu selo gravo
Nudez total: todo prazer provém do corpo
(Como a alma sem corpo) sem vestes
Como encadernação vistosa
Feita para iletrados, a mulher se enfeita
Mas ela é um livro místico e somente
A alguns a que tal graça se consente
É dado lê-la.

mas com o Caetano cantando, por favor. Simone cantando isso é um xarope, meu Deus, como alguém consegue estragar uma música linda.

2 comments 4 Março 2008

Lanchinho no Rio

Resolvi entrar numa dessas lanchonetes pequenas que existem aos montes no Rio, e que vendem esfiha e açaí com ‘proteinato’.

Estava cansada e achando que ia ficar resfriada. Enquanto esperava pra ser atendida, escuto o rapaz ao meu lado dizer ao moço do bar:

“- Você tem joelho?”

Instintivamente desci o olhar, em direção às pernas do homem, e ri sozinha (pra quem não sabe, “joelho” é o nome carioca de um salgadinho de presunto e queijo, também conhecido como ‘italiano’, muito gostoso por sinal).

Depois do rapaz, a minha vez. Perguntei se ele tinha um suco que levasse gengibre. O moço deu um sorriso e me mostrou o cartaz:

“Suco Salvação de Resfriado” . Leva Gengibre, agrião, mel, limão, mais algumas coisas que não lembro, e camu camu.

Beleza, dá um. A meu lado, uma mulher escuta e pede ‘um desse aí também’, e me conta que estava resfriada. Ela então pede um salgado, e vai comendo, enquanto esperamos. Daí a pouco, diz, pro moço:

“- Cadê a Salvação?”

O moço explica que demora, porque eram muitos ingredientes. E lá estava eu rindo de novo de outra pergunta de cliente.

Finalmente chega nosso suco. Ardido! Arf! Gostei. Espero sinceramente que o suco me salve! E ainda descobri a existência do camu camu, figura ilustre da qual nunca tinha ouvido falar.

2 comments 4 Março 2008

Dúvida

Recebi de novo aquele email recomendando que eu use menos água, coma menos carne, acenda menos a luz, use menos o carro, etc.

Daí me voltou a velha dúvida.

Porque pedem que eu não use sacolas plásticas de supermercado; ao invés, devo levar minha própria sacola às compras.

Eu queria saber: e o lixo doméstico, jogo onde? Existem sacos para este tipo de lixo feitos de material biodegradável ou coisa que o valha?

Se alguém souber, poderia me dizer, por favor?

- Achei um interessante comentário sobre o assunto aqui.

5 comments 1 Março 2008

Aviso

Marina W pede pra avisar que o Blowg mudou de endereço.

Agora está aqui:

http://marinaw.com.br/

Add comment 28 Fevereiro 2008

Paz

“Passei noites bem tristes, noites cheias de agonia, mas consolai-vos todos que me são caros.
Deixo um mundo de misérias por uma Eternidade de paz.”

Santa Catarina de Sena

7 comments 25 Fevereiro 2008

Tem foto nova no Desktop.

1 comment 23 Fevereiro 2008

Coragem

“Todo caminho da gente é resvaloso.
Mas, também, cair não prejudica demais - a gente levanta, a gente sabe, a gente volta!
Deus resvala? Mire e veja.
Tenho medo? Não.
Estou dando batalha. ”

Guimarães Rosa
Grande Sertão: Veredas, p. 237

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imagem daqui

2 comments 16 Fevereiro 2008

Morte na Primeira Pessoa

“Sou aluna de enfermagem. Estou morrendo. Escrevo para vocês, que são ou serão enfermeiras, na esperança de que o ato de compartilhar meus sentimentos, faça com que algum dia sejam mais capazes de ajudar àqueles que partilham da minha experiência.

No momento, não estou internada. Estou fora talvez por um mês, por seis meses, talvez por um ano. Mas ninguém gosta de falar dessas coisas. Na verdade, ninguém gosta de falar muito sobre coisa alguma. A enfermagem deve estar evoluindo, mas eu gostaria que se apressasse. Ensinam-nos, atualmente, a não exagerar na alegria, a omitir a rotina do “está tudo bem”, e temos cumprido bem a nossa tarefa. Mas acabamos ficando num vazio silencioso e solitário.

Uma vez retirada a rotina do “está tudo bem”, à equipe só resta a sua própria vulnerabilidade e seu próprio medo. O paciente que está morrendo ainda não é visto como pessoa e, assim sendo, não se pode comunicar com ele como tal. Ele é o símbolo do que cada ser humano teme e do que cada um de nós sabe, pelo menos academicamente, que terá que enfrentar algum dia.

O que é que diziam na enfermagem psiquiátrica do confronto da patologia com a patologia em detrimento tanto do paciente como do enfermeiro? E também se falava muito sobre o fato de que antes de poder ajudar a alguém em relação a seus sentimentos, era necessário conhecer os próprios. Quão verdadeiro é esse ensinamento.

Mas, no meu caso, o medo é hoje e morrer é agora. Vocês entram e saem rapidinho do meu quarto, me dão os remédios e tiram a minha pressão. Será que é por eu mesma ser estudante de enfermagem, ou, simplesmente, porque sou um ser humano que percebo o seu temor? Mas seus medos aumentam o meu.

Por que vocês estão com medo? Sou eu que estou morrendo!

Eu sei que vocês se sentem inseguros, não sabem o que dizer, não sabem o que fazer. Mas, por favor, creiam em mim, se têm afeto, não há erro possível. Apenas assumam o afeto. É isso que buscamos.

Pode ser que perguntemos sobre os porquês e os quandos, mas na realidade não esperamos respostas. Não fujam - esperem - só quero saber se haverá alguém segurando a minha mão quando eu precisar.

Tenho medo. Talvez a morte se transforme em rotina para vocês, mas ela é nova para mim. Talvez para vocês eu não seja especial, mas eu nunca morri antes. Para mim uma vez é muito especial!

Vocês sussurram sobre a minha juventude, mas quando alguém está morrendo será que ainda é tão jovem? Tenho muitas coisas sobre as quais gostaria de conversar. Mas isso não tomaria muito mais do seu tempo, porque, afinal, vocês já passam um tempão aqui dentro.

Se pelo menos pudéssemos ser francos, de ambos os lados assumir nossos medos, tocar-nos uns aos outros. Se realmente se preocupam, será que perderiam tanto do seu profissionalismo se chorassem comigo? Apenas de pessoa para pessoa? Se assim fosse, não seria tão difícil morrer - num hospital - tendo amigos do lado.

(carta anônima datada de fevereiro de 1970 no livro Death: The Final Stage of Growth de Elizabeth Kübler-Ross)
li aqui. grifos meus.

3 comments 15 Fevereiro 2008

Ouviu o galo cantar…

…”O cirurgião:

- Vou dar alta a ela. Qual o volume drenado à noite?

A técnica:

- Pelo dreno tubular saíram 50 mL. Na bolsa de ‘caralha’ tinha 30 mL pela manhã.

Eu, que estava perto, achei que tinha ouvido mal…”

Completo aqui

4 comments 6 Fevereiro 2008

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Before you speak, ask yourself
is it kind
is it necessary
is it true
does it improve on the silence?

Satya Sai Baba




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