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Cardápio

19102009
Eu sei, não dá pra ler direito. Fiz a foto do celular, à noite, sem flash, rindo e depois de uma ou duas cervejas. Mas traduzo.

O cardápio, no item “Coxinha de Galinha ao Leite”  explica detalhes do prato:

“Feita realmente com a carne da coxa da galinha e com aquele ossinho”.

Heh.

Biscoito da Sorte

aspas

Os milagres não são a contradição da natureza, mas a contradição do que conhecemos dela.”

Fofos!

Amay, Tina!!

“(…) o psicólogo e doutor Frederic Luskin publicou um livro intitulado ‘O poder do perdão’, em que discorre sobre uma pesquisa feita na Universidade de Stanford, onde o ressentimento é definido como algo que pode e deve ser superado, e que o ato de culpar os outros ou apegar-se a mágoas faria com que a vida pessoal e profissional se desorganizasse, possibilitando tomar decisões equivocadas além de liberar substâncias químicas do corpo associadas ao estresse.”

Completo aqui.

Helê, obrigada por manter o Dufas divertido, gostoso de ler e com imagens ótimas, como sempre… já que a Monix não dá mais as caras… ou os dedos… ou as letras, enfim.

Beijos, gurias.

The Nearness of You

Daqui pra baixo, postei algumas mensagens a respeito de espiritualismo escritas por um senhor de nome estranho.

Supondo que quem está lendo este post o faz em um computador, e considerando que o Google existe, quem quiser saber de quem se trata descobre em um clique. Ou dois.

Não virei pregadora, nem pastora, nem bispa. Achei esses textos interessantes, em ‘cache’.  Como a página não existe mais, e como eu não entendo – e nem quero entender – como funciona esse negócio de cache, resolvi colocar os trechos de que gostei aqui no meu albinho de recortes antes que eles sumam de vez.  Os grifos são meus.

Ao usar o blog como álbum de recortes, fico pensando qual será a durabilidade dos arquivos do WordPress. E lembro dos papéis amarelados, ainda legíveis, com textos de trinta, cinquenta, setenta anos atrás.

Amor e luz

“Para muitas pessoas, a espiritualidade consiste em ler livros de esoterismo. Elas não compreendem grande coisa desses livros, não conseguem fazer nada com aquilo, pois são apenas teorias (e teorias nem sempre exatas, quando não contraditórias) nas quais elas ficam meio perdidas, mas o que importa? Elas continuam a empanturrar-se com essas leituras.

Quando é que elas compreenderão que a espiritualidade consiste em escolher alguns métodos, em estudá-los bem e em po-los em prática? A única coisa que conta verdadeiramente é a vida, a vida divina que o homem deve viver, ela é que lhe trará todos os conhecimentos do Céu e da terra.

Aqueles que se limitam a ler livros perdem o seu tempo; e mesmo que sejam capazes de expor perfeitamente o conteúdo desses livros aos outros, estes sentem muito bem que por detrás dessa exposição existe o vazio, pois nenhum amor, nenhuma luz, nenhuma compreensão profunda emana deles.

Os conhecimentos são quase inúteis se não forem vivificados pelo amor e pela luz. E o amor e a luz não se obtêm lendo, mas aplicando diariamente as regras da Ciência Iniciática.”

Omraam Mikhael Aivanhov

Mestre!

“Hoje em dia, o ocultismo está na moda: cada vez mais pessoas procuram os segredos que lhes permitirão tornar-se magos poderosos.

Elas pensam encontrar esses poderes em rituais, em talismãs, em fórmulas mágicas e, sem conhecer nada das realidades do mundo invisível, lançam-se na evocação dos espíritos. Pobres desgraçadas! O que eles vão encontrar é o desequilíbrio psíquico e mesmo físico, pois não são os espíritos luminosos que vão responder às suas invocações, mas sim as entidades dos níveis mais baixos, que aproveitarão a situação para os despojar.

Sim, é esta a verdade, a implacável verdade! E porquê? Porque, para atrair os espíritos luminosos, só há um método: progredir cada dia mais na via espiritual. As entidades espirituais só dão a sua ajuda e as suas bênçãos aos humanos proporcionalmente ao que eles mesmos são capazes de realizar. Evidentemente, há outras entidades que poderão acabar por conceder-lhes o que eles pedem, mas eles terão de pagar muito caro.

Dada a natureza do mundo espiritual, é preferível não penetrar nele a penetrar sem guia, como algumas pessoas fazem, para sua infelicidade. Compraram livros onde vêm explicadas técnicas de concentração, de meditação e de respiração, e ei-las lançadas em exercícios que acabam por transtorná-las física e psiquicamente.

Sim! Como é possível que muitas pessoas, que jamais teriam a ideia de escalar uma montanha sem guia, se aventurem sozinhas na exploração do mundo psíquico? Elas não viram que os perigos de se perderem, de caírem em precipícios ou de ficarem submersas nas avalanches são aí muito maiores. É extraordinário! No mundo psíquico, elas pensam que podem desembaraçar-se muito bem sozinhas! Por isso há tantos desequilibrados entre os que se dizem espiritualistas.

Vós perguntareis: “Sim, mas como é que se reconhece um verdadeiro Mestre? Existem tantos impostores e charlatães prontos a aproveitar-se da credulidade dos burnanos!”

Um verdadeiro Mestre, no sentido espiritual do termo, é um ser que:
- Em primeiro lugar, conhece as verdades essenciais; não, o que este filósofo ou aquele pensador escreveram, mas o essencial segundo a Inteligência Cósmica.
- Em segundo lugar, ele deve ter tido a vontade de tudo dominar, submeter e controlar em si próprio.
- E ter conseguido esse objetivo. Finalmente, só deve servir-se da ciência e do domínio que adquiriu para manifestar todas as qualidades e virtudes do amor desinteressado. É por esta qualidade (o desinteresse, o desapego) que reconhecereis um verdadeiro Mestre.

Cada Mestre vem à terra para manifestar mais especificamente uma qualidade: há, pois, Mestres da sabedoria, Mestres do amor, ou da força, ou da pureza… e compete a cada um de vós escolher aquele por quem sentis maior afinidade para o vosso desenvolvimento espiritual.

Mas todos os verdadeiros grandes Mestres têm, obrigatoriamente, esta qualidade comum: o desinteresse.”

Omraam Mikhael Aivanhov

“Porque é que tantas pessoas (ligadas ao ocultismo)* são psíquicamente desequilibradas?  Porque desenvolveram em demasia nelas o princípio feminino que é passivo e receptivo; elas abrem-se sem discernimento a todas as influências e após algum tempo já não sabem onde se encontram.

Por isso devem refletir, estudar, analisar os efeitos destas influências na sua vida interior, para aceitar somente aquelas que são benéficas e  rejeitar as outras.

Ou seja, devem desenvolver o princípio masculino em si.

E isto que deveriam aprender as pessoas com faculdades mediúnicas, que são faculdades tipicamente femininas na medida em que elas pressupoem receptivitade.  A esfera de cristal usada por alguns médiuns como a suporte à sua vidência, é o equivalente ao princípio feminino na natureza: a água.

Ser um médium implica ser receptivo aos espíritos e às correntes do mundo invisível. Mas estes espíritos e correntes não são todos luminosos, puros, e benéficos. É consequentemente importante para o todo o aqueles com dons mediúnicos naturais treinar-se para descernir a natureza destas correntes ou energias psíquicas, e a desenvolver a sua vontade de modo que possam rejeitar as energias obscuras e tenebrosas.”

Omraam Mikhael Aivanhov

*nota minha

Visualização

“Os seres humanos têm órgãos que permitem captar as realidades do mundo invisível.

Sempre houve seres que desenvolveram estes órgãos. Mas por causa de sua natureza sutil nunca foi possível descrevê-los, para representá-los na mesma maneira que os órgãos do corpo físico.

É por isso que cada tradição espiritual os descreveu diferentemente e lhes chamou nomes diferentes, como: a glândula pineal, o terceiro olho, os chakras, etc… Mas isto não é importante. O que é importante é saber que todos possuem estes centros sutis e que estes são tão reais quanto os órgãos de nosso corpo físico. Se a maior parte dos humanos não tem estes centros em estado de funcinamento, é porque se tornarm muito materializados.

Nos dias de hoje vemos aparecer cada vez mais um interesse por essas faculdades psiquicas. Sim, mas frequentemente os métodos utilizados não são os melhores e alguns exercícios de concentração e de visualisação são mesmo perigosos. Para não mencionar o uso das drogas, baseado nas receitas oriundas dos índios americanos e dos chamâms da Sibéria. Deixai àqueles povos os métodos herdados das suas tradições milenares, elas não são para vós.

Você deve trabalhar com os métodos da sabedoria e do amor, e tentai cada dia triunfar sobre suas fraquezas. É assim que você ativará todos estes centros subtil que vos porão no contato com o mundo espiritual.”

Omraam Mikhael Aivanhov

O Verdadeiro Segredo

“Certas escolas de ocultismo preconizam aos seus adeptos o método da visualização para estes obterem a realização dos seus desejos.

O que não lhes explicam são os problemas que lhes acontecerão se esses desejos forem muito pessoais, muito egoístas, se eles forem contra a ordem divina.

Precisais saber que, de uma maneira ou de outra, tudo pode acabar por realizar-se, e aí é que está o perigo.

Mas quem é que vos diz que, se os vossos desejos se realizarem, vós não ireis sofrer, porque não soubestes prever as complicações que daí resultarão, porque não estudastes bem as relações entre estes desejos e as leis da Natureza e da vida?

É vos permitido contribuir para a realização dos vossos desejos com um trabalho do pensamento, mas estudai bem a natureza desses desejos, porque, se eles forem muito pessoais, se não vibrarem em harmonia com a ordem estabelecida por Deus em toda a Criação, entrarão em conflito com as leis divinas, e mesmo que no princípio alcanceis algum sucesso, acabareis por andar a bater com a cabeça nas paredes.”

Omraam Mikhael Aivanhov

“Os livros de ocultimo ensinam muitos métodos para desenvolver a clarividência: olhar para um cristal ou um espelho mágico, utilizar certas plantas, ser hipnotizado, etc…

Mas todos este métodos são maus ou perigosos e é aconselhável não tentar desenvolver a clarividência antes de ter adquirido a pureza.

É claro que uma pessoa pode tornar-se clarividente sem se ter purificado; desenvolver clarividência não é muito difícil. Só que, não fordes puros, o que vereis não será o mundo divino, mas as entidades tenebrosas que andam a rondar-vos, a vós e  aos outros, vereis as maldade, a traição, a mentira, vereis as catástrofes que se preparam.

Dito de outra forma, só podereis ver as realidades que correspondem ao nível que vós mesmos atingistes, ou, dificilmente, um pouco mais.

Jesus dizia: “Bem aventurados os puros de coração, pois eles verão Deus.”    O melhor método para obter a verdadeira clarividência é a visão do mundo divino, é desenvolver em si a pureza e o amor espiritual. “

Omraam Mikhael Aivanhov

As ciladas do ocultismo

“Não se pense que, se as pessoas são atraídas para as ciências ocultas, é necessariamente porque têm aspirações místicas ou um verdadeiro impulso para a espiritualidade.

De modo nenhum! Muitas pessoas embrenham-se no ocultismo (como se ele fosse uma espécie de feira onde se encontra uma variada gama de atrações, até as mais perigosas, como as drogas, a magia negra, uma sexualidade desenfreada) na esperança de, com estes meios, obterem dinheiro, poder, glória, prazeres.

Os humanos não têm carência de apetites nem de cobiças; do que eles carecem é de inteligência, de paciência, de perseverança, para obterem o que desejam. Procuram sempre chegar mais depressa empregando os meios mais fáceis,(*) e agora são as ciências ocultas que eles vão empregar!

É necessário pôr de parte todas essas práticas que permitem realizar ambiçoes pessoais. Aliás, aquilo a que se chama ocultismo ainda está longe de ser a verdadeira ciência espiritual.

As ciências ocultas são o bem e o mal misturados e há muitas pessoas que mergulharam nas regiões tenebrosas dessas ciências.

O verdadeiro espiritualista é aquele que jamais coloca os seus conhecimentos e poderes ao serviço de aquisições pessoais. Ele tem por único ideal aperfeiçoar-se, trabalhar na luz e para a luz, a fim de se tornar um verdadeiro filho de Deus, um benfeitor da humanidade.”

Omraam Mikhael Aivanhov

(*) – ui!

Leis da Afinidade

“… Existe uma lei de afinidade, segundo a qual cada elemento, por suas vibrações, por sua essencia, relaciona-se com outros elementos de mesma natureza, atraindo-os.

Da mesma forma, seus pensamentos e sentimentos atrairão pessoas, elementos e eventos que lhes forem correspondentes.

Assim, em consequencia de vossos pensamentos e sentimentos, podereis ser esmagados, e por seus pensamentos e sentimentos podes vir a ser o rei do mundo.

Isto é simples e claro.
Existe uma corrente de vida, e uma corrente de morte.

O primeiro grau da morte é o descontentamento.
Se não são adotadas as devidas precauções, o descontentamento se transforma em tristeza.

Segundo o mesmo processo, a tristeza, por atração, transforma-se em sofrimento.
Que gera a dor fisica.
A dor transforma-se em doença, e leva à morte.

Entre estes graus existe grande quantidade de tribulações, de sensações e remorsos.

Por outro lado, o bem estar começa com o contentamento e a gratidão, que atraem a alegria.

A alegria traz paz, tranquilidade, felicidade.

Este estar feliz traz a força, que é seguida de plenitude, e finalmente da vida eterna.”

Outra versão terrivel, mas esforçada, do vosso Tradutor Badaud. Vi o original aqui.

Namaste!

Sua vida tem um significado.
Sua vida é especial.
Nenhuma outra vida é como a sua.

Então, celebre suas diferenças! 
Celebre seu poder.
Celebre a integridade da sua personalidade, que é muito especial.
 
Quando voce sabe que sua vida é sagrada, então voce começa a perceber um senso de missão, ou de proposito, na sua vida.

Este senso de proposito faz com que voce siga em direção ao que sente, porque percebe este sentimento como verdadeiro e real.
A magia torna-se uma ocorrência diaria na sua vida.

Traduzido “livremente” (quer dizer, toscamente) do site de Lynn Andrews, autora do livro “Medicine Woman”.

Apenas hoje

Manterei a calma

Permanecerei confiante e despreocupada

Lembrarei de ser grata

Trabalharei da melhor forma que puder e souber

Serei gentil e tratarei os outros como eu gostaria de ser tratada.

stella

- lembrete baseado nos ensinamentos do Reiki.

Aparências Enganam…

Post do Bia antigo, publicado em 15.7.2005:

“Pois outro dia uma amiga vira pra mim e fala:

- Ah, aquela artista está tão bem, magriiiinha, olha!

Olhei, a artista estava magra, bem magra.

Minha amiga continuava embevecida.

- Ah… se eu conseguisse… olha como ela está BEM!

Não me contive:

- Vem cá, você por acaso viu o hemograma desta artista? Sabe como está a contagem de LDL dela? Você conversou com ela, pra saber se sua magreza deve-se a dores que tiram-lhe o apetite, ou se ela não está magra de tanto rancor que nutre por alguém? Por acaso sabe se ela não passa noites acordada, se não tem taquicardias, de tanta anfetamina? COMO você sabe que ela está bem, só por vê-la magra?

Não tive resposta. Só um olhar dirigido a mim, que dizia ‘hã? ficou doida?’.

Tão tá.”

Pois hoje deu na Folha:

Madonna desmaia durante show na Bulgária

“As imagens mostram Madonna durante a música “Holiday” cercada por dançarinos. A cantora então para de cantar e parece desacordada, sendo sacudida por um dos bailarinos, que pergunta se ela está bem. Madonna faz sinal de positivo e volta a bater palmas e a cantar.

desmaio

Uma fonte ouvida pelo “The Sun” disse que a cantora estava preocupada nos bastidores do show. “Ela precisou sentar durante um tempo maior do que usualmente faz entre as músicas. As pessoas comentam que ela está exausta. E ela é anêmica“, disse o entrevistado.”

Ah, tá.  Mas eu que sou a chata. Hmpf.

Masculino e Feminino

Interesante post publicado pelo meu amigo Dudu, do qual trago um trechinho, de aperitivo:

“(…) exemplo: uma professora é masculina em relação a seus alunos, porque ela detém um conhecimento e o dissemina e os alunos, que pra aprender, têm que se colocar numa posição receptiva, feminina, mesmo que seja um bando de marmanjos barbados. Se os alunos resolvem assumir a sua masculinidade intelectual na hora de aprender, vai ser impossível a comunicação se estabelecer, porque vai ser um conflito de dois “machos-alfa” pelo mesmo espaço – a mente dos próprios alunos. Resumindo: quer aprender qualquer coisa? Primeiro seja feminino pra receber a informação; depois seja masculino pra analisá-la, então novamente feminino para absorvê-la e finalmente masculino de novo pra transformá-la em algo seu e passar a usá-la como parte do seu conhecimento acumulado.”

Completo aqui .

Férias!

Tia Badaud vai entrar em férias e por isso os posts ficarão mais escasos no mes de Setembro, salve salve.

Quando colocar fotos no Flickr, aviso aqui no blog.

Beijos e comportem-se.

A invasão dos Silvas

Segundo o genealogista Francisco Antônio Dória, sobrenomes comuns brasileiros, como Menezes, Silva, Souza, Cunha, Vasconcelos ou Pereira, são nomes da alta nobreza portuguesa do período medieval.

Em Portugal, por volta do século XV, o sobrenome não se transmitia obrigatoriamente de pai para filho. Podia-se, por exemplo, adotar o nome de um bisavô, de qualquer lado.

Normalmente, escolhia-se os mais importantes, como Silva ou Souza, que acabaram se alastrando pelo país e posteriormente pelo Brasil.

Extraido da revista “Galileu” numero 100 Ano 9 ( Novembro de 1999 ).

Quinta Feira é dia de consultas. Dia de rever curativos, de falar e de ouvir também.

- Bom dia, ’seu’ fulano. Seu fulano é um senhor muito simples, nota-se.

- Doutora, eu estou com essas manchas na pele, elas coçam e aparecem feridas… será por causa da Aspirina? Eu tomo Aspirina regularmente.

- Não sei, ’seu’ fulano. Pode ser, sim.  Mas em geral esta alergia vem acompanhada de outros sintomas…

- Olha doutora, a gente tem que saber se diagnosticar. Veja só, houve um tempo em que eu passava muito mal com certos alimentos, e sofri muito até descobrir que o cominho era o causador dos meus problemas. Tirei ele da dieta e nunca mais passei mal daquele jeito.

- Cominho, quem diria! (em casa perguntei ao Google, e realmente, o cominho está na lista dos ‘alimentos de alta alergenicidade’) E como foi que o senhor descobriu?

- Foi uma coisa que me desceu, doutora. Uma luz, e eu soube. Daí tirei o cominho da comi e nunca mais passei mal.

Certo, ora. Próxima paciente.

- Olá, dona fulana.

- Pois, a senhora vai entrar de férias, vai ver a familia?

- Vou, sim.

- Papai, mamãe…

- Meu pai morreu, ano passado, dona fulana.

- Oh…

- Mas eu já soube que ele está bem, me disseram. Ele errou, como todo mundo, mas deve ter tido mais acertos que erros, porque me disseram isso aí, que ele está bem, lá onde ele está.

- E eles se comunicam sim, doutora. Comunicam sim. No outro dia, sonhei com meu falecido pai, eu era muito unida a ele, sabe. E sonhei que eu abria a porta, e saudava, “Papai, o senhor aqui, que bom!” – mas ele passou direto por mim, entrou na casa e dirigiu-se para o quarto da minha filha. Acordei com o coração disparado, fui beber água e vi a hora: eram 3 da manhã. No dia seguinte, minha filha contou que acordou de madrugada com muita dor de cabeça, abriu os olhos e viu o avô com a mão na cabeça dela. Sem contar nada, perguntei a que horas foi aquilo, ela disse, ah, eram umas 3 da manhã.

- Uau.

- Sim sim, doutora, pois é isso.

E aí, como negar, como dizer que tudo são crendices, se os relatos vêm, cada vez com mais freqüência?

É engraçado que cada um de nós, individualmente, sente ou vê “coisas” , todos nós já tivemos sonhos premonitórios, pressentimentos que se confirmaram, verificamos coincidências absurdas de tão coincidentes. Cada um vê e sente as coisas, mas muito poucos falam, e quando falam, é baixinho, reservadamente, e os olhinhos brilham com a cumplicidade quando o interlocutor é receptivo.

Curioso como uma experiência que parece ser universal não possa ser conversada abertamente, não faça parte do nosso quotidiano, principalmente – e mais tristemente! – no meio médico.

É estranho que “esse papo de energias” ainda seja coisa de gente meio doidinha, underground. Quanto mais leio e vivo a experiência do Reiki, mais fica evidente pra mim o quanto a nossa medicina ocidental perde por ignorar a existência do corpo invisível, energético, das pessoas.

Claro, a gente sabe a questão dos feudos na medicina, das vaidades que superam o interesse pela cura. Como se sabe, a “pesquisa é competitiva, e a maioria dos pesquisadores têm imensos egos”.

E imensos interesses financeiros também, diga-se.

Segundo Leopold Augenbrugger, médico alemão que primeiro percutiu o tórax dos pacientes, “Tem sido o destino daqueles que têm ilustrado as artes e as ciências com suas descobertas serem alvo da malícia, da inveja, destruição e calúnia”.

Mas como um pesquisador demonstrou, nem todos os colegas de Augenbrugger denunciaram sua nova técnica: alguns simplesmente a ignoraram por várias décadas.

“Muitos pesquisadores ficariam felizes em ter oponentes de mente aberta o suficiente para debater e testar suas visões. Enquanto isto não acontece, ainda sofreremos longos atrasos: o tempo entre um avanço do conhecimento e sua ampla aceitação e aplicação”.

Pallas Atena

“Pallas representa a virtude e o equilíbrio, além de remeter à imagem da Sabedoria aliada à prática da vida. Na Casa astrológica onde ela estiver, indicará onde você deve lutar para expulsar todo e qualquer vício e, acima de tudo, estabelecer a virtude como condição de poder tomar o leme de sua própria existência.

Ao realizar esta tarefa com sucesso, você conseguirá fazer brilhar sua melhor parte, realçando suas virtudes e tornando-se equilibrado, comprometido com seus objetivos e justo em suas decisões. Ao contrário, quando abre mão dessas prerrogativas e opta pelo lado viciado das coisas, você permite que sua pior parte prevaleça, tornando-se uma pessoa leviana, omissa e fofoqueira, além de promover intrigas com uma facilidade indesejável.

Palas é a regente do signo de Libra e, na Mitologia, é a deusa virgem da “guerra justa”, aquela luta da qual você não pode fugir e que deve empreender para conservar o que existe de puro em si próprio, além de manter o que há de mais justo e equilibrado em sua vida.

Não esqueça que Pallas é uma guerreira, que o símbolo de Libra é uma balança e que a Justiça geralmente é representada pela espada e a balança… Provavelmente para não perdermos de vista a necessidade de sermos ponderados, pesarmos e medirmos tudo que for necessário, mas também não ficarmos indecisos na hora de usarmos a espada, porque, com certeza, existem coisas que não merecem serem medidas ou pesadas! “

Bom, quanto à regência de Libra, há controvérsias, mas a idéia geral do texto é boa.

Aos que já leram este post no blog antigo e reclamam por isso, lembro o aviso já dado aqui: ao lado de posts novos, estou trazendo aos poucos os posts do Bia antigo,  que eu considere que ainda têm a ver.

Pego um táxi, com um amigo.

O motorista pega o celular.

- Eaê, fulano, esperando a cerveja? Rárárárá!!!!

Depois deste início, foi ao assunto, no telefone. Quando desligou, virou-se para mim e para o meu amigo, sentados no banco de trás:

- Carioca pensa que é esperto, né??

Eu não sei quem inventou isso, e, como já disse, DE-TES-TO generalizações, mas vamulá.

- Ahã.

- Pois mês passado o meu amigo carioca estava em São Paulo, em um engarrafamento, quando viu um ambulante vendendo cervejas geladinhas. Comprou as duas últimas, mas queria mais. O vendedor, gentil, ofereceu ir buscar mais no boteco da esquina. Beleza, o pessoal do carro deu a grana pro moleque. E estão esperando a cerveja até agora!!! Rárárárá!!!!

Po, coitado do carioca. Teve boa fé, foi sacaneado por um paulista esperto e nego ainda ri dele, só porque um dia uma alma inventou essa conversa de carioca esperto.

Coisa, viu.

Mercado Persa

Nunca tinha entrado antes num Fórum.

Até que recebi uma convocação, e nela li que a esposa de um paciente que atendi, vítima de um grave acidente de trabalho seguido de morte, estava processando a empresa onde ele trabalhava.

Não sabia bem qual seria a minha participação ali. Mas tinha que ir na audiência, sob as penas da lei se faltasse. Lá fui eu.

Me senti como as minhas amigas que ficam de olho arregalado ao entrar num hospital, e mais ainda quando sabem que a equipe cirúrgica bate papo e conta piada durante as cirurgias, principalmente nos momentos finais.

Quem trabalha no hospital sabe que os rituais de segurança são bem rigorosos; sabe-se das milhares de conferências e reconferências de resultados de exames feitos com semanas de antecedência, e que ninguém riria na sala se não estivesse tudo bem. Então, equipe sorrindo e brincando na sala é um sinal claro de que tudo está tranqüilo, e o pessoal do meio já sabe. Mas um leigo, ao ver o pessoal descontraído, estranha.

Da mesma forma, imagino que tudo o que eu vi no Fórum seja normal, correto, etc., mas, leiga que sou, fiquei impressionadíssima!!!

Estava bem pouco à vontade, por mais que soubesse o caso do paciente de trás pra frente. Não fazia a menor idéia de como era uma audiência.

Depois de uma hora de atraso, finalmente somos chamados.

Atrás de uma mesona, alta, um homem de terno, jovem, que deduzi ser o juiz, por estar no centro. A seu lado a promotora, e do outro uma moça digitando as coisas. Em frente à mesona, uma mesinha, onde ficamos igualzinho como nas novelas da tv: a parte reclamante e sua advogada de um lado, a parte ré do outro, dois homens, suponho que um representante da empresa e outro advogado. Eu fiquei na ponta da mesa.

Silêncio. ….. . Até que o juiz começa a falar:

- Então, vamos iniciar com o depoimento da doutora (eu), que foi pedido pelo Ministério Público.

Eu de olhão arregalado, esperando. É engraçado, que mesmo sem ter culpa de nada, mesmo sem estar diretamente envolvida no problema, sentia uma ansiedade por não saber o que nem como seriam as perguntas.

Antes que a promotora tivesse tempo de se dirigir a mim, o advogado do réu interrompe:

- A empresa gostaria de propor um acordo.

O juiz começa então a explicar, que o acordo era interessante, porque um processo pode se arrastar por anos sem garantia de vitória para a reclamante. Fez questão de ressaltar que não estava querendo induzir nenhuma parte a aceitar o acordo, apenas achava que poderia ser bom para todos se conseguissem resolver o caso ali mesmo.

Eu parada, muda, sentada na cabeceira da mesa, olhando séria as pessoas que falavam.

- Faça a proposta.

Subitamente, inicia uma cena séria, dentro das normas, dentro da legalidade, etc., mas que me fez sentir uma quase incontrolável vontade de rir – de nervoso, acho. Devo ter ficado roxa, de tanto prender o ar.

- Oferecemos oitenta, em duas vezes.

- Não aceitamos. Queremos trezentos.

- Trezentos não podemos.

O juiz: – Cento e cinqüenta, é a metade do que foi pedido, interessa às duas partes.

- Cento e vinte, em duas vezes.

- Não.

- Cento e vinte em uma vez.

- Não.

- Cento e cinqüenta em tres vezes.

- Não.

- Cento e cinqüenta, em duas vezes.

- Fechado.

Ótimo. Lavre-se o documento, fim da audiência.

É claro que compreendo que assim como uma cirurgia pode ser descontraída, uma audiência não precisa ser como uma missa rezada em latim. Melhor assim, resolveu-se o problema, e nem tive que depor. Ótimo!

O negócio foi que eu jamais esperaria aquilo. Fiquei com vontade de rir pelo inesperado da cena, pra mim.
Cento e cinqüenta, em duas vezes, foi o valor afixado pela vida do paciente que morreu.
E segue a vida, com menos uma fantasia, menos uma idealização.

Significados

Neste site, descobri que podem existir belos significados, diferentes dos tradicionais, para os aspectos na Astrologia.

Inclusive descobri um chamado Septil:

Estrela 6 pontas

Que significaria:

“Make a commitment; go forward; trust results to God.”

Não sei de onde vem esta informação, mas achei muito bonito. Veja lá os outros, achei todos muito poéticos e enriquecedores de significados para a leitura do mapa.

Flauta Mágica

duduoliveira

Esse na foto é o Dudu Oliveira: além de lindo, toca uma flauta maravilhosa…

E  o Trio Perigoso (clique aqui pra ver e ouvir uma amostra) também é espetacular! Quem vê o cidadão ali sentado tranquilo, tocando o pandeiro, não imagina a perícia e a musicalidade que são necessárias pra se acompanhar um chorinho como se deve. Se observar, vai perceber as sutis paradinhas, os floreios discretos. Coisa de quem sabe. E o violão? Não há coisa mais elegante que esse violão. O cavaquinho é indispensável, claro. E vão eles, em harmonia, junto com a flauta perfeita do mestre Dudu.

As tardes de choro são das poucas coisas que ainda me fazem sentir grande saudade do Rio, eventualmente. Porque é inevitável associar o chorinho com o jeito do Rio, tenho que admitir, embora haja maravilhosos músicos de chorinho no mundo inteiro, até no Japão!!

Justamente  o que mais amo no Chorinho, além é claro da beleza das melodias, é o jeito relaxado, alegre e despretensioso com que a maioria dos músicos executa peças que requerem enorme precisão, habilidade e conhecimento do instrumento.  São gênios, são meus ídolos!!

Dudu… casa comigo??

Jung, essencial

“Para mim não há liberação à tout prix (a todo o custo). Não poderia desembaraçar-me de algo que não possuo, que não fiz, nem vivi.

Uma liberação real só é possível se fiz o que poderia fazer, se me entreguei totalmente a isso, ou se tomei totalmente parte nisso.

Se me furtar a essa participação, amputarei de algum modo a parte de minha alma que a isso corresponde.

O homem que não atravessa o inferno de suas paixões também não as supera.

Elas se mudam para a casa vizinha e poderão atear o fogo que atingirá sua casa sem que ele perceba.

Se abandonarmos, deixarmos de lado, e de algum modo esquecermo-nos excessivamente de algo, correremos o risco de vê-lo reaparecer com uma violência redobrada.”

Trecho de Memórias, Sonhos e Reflexões, de Carl Gustav Jung;  o post completo tá lá no blog do querido Acid.

História Sufi

Um velho e um jovem estavam viajando, e traziam um burro preso a uma corda. Vinham ambos andando ao lado do burro.

Pessoas viram e caçoaram:

- Vejam esses tontos; têm um burro sadio e estão caminhando. Ao menos o velho podia montar o burro.

Ouvindo isso, o velho montou o burro, e o rapaz foi seguindo.

Outro grupo de pessoas os viu.

- Vejam, o jovem poderia estar montado no burro junto com o velho, mas anda, que tolo.

Para agradar às pessoas, o jovem subiu no burro.

Logo outros vieram:

- Como são violentos! O pobre burro está quase morrendo, precisaria ser carregado, não montado por dois!

Obedientes, os dois descem do burro, e dão um jeito de carregá-lo às costas.

- Vejam esses malucos! Nunca vi idiotas tão grandes; um burro é para ser montado, vocês ficaram loucos?

A multidão à volta deles aumentou. O burro agitou-se, caiu, quebrou o pescoço e morreu.

O velho, que era um Mestre sufi, tinha criado esta situação. Porque os sufis sempre criam situações. Dizem que só vivendo a situação pode-se aprender profundamente.

Então, o velho disse ao jovem:

- Tal como este burro, tu morrerás, se ouvires demais as pessoas. Não te preocupes com o que os outros dizem, porque há milhões de outros e todos têm suas próprias mentes. Cada qual dirá alguma coisa, cada qual tem sua opinião, e se deres atenção a opiniões, isso será teu fim.

A sociedade faz um trabalho necessário: protege as crianças, pois são vulneráveis, podem ser destruídas por qualquer um; precisam de um caráter-armadura.

Mas se o caráter-armadura torna-se toda a tua vida, estás perdido. Não deves tornar-se uma cidadela, deves permanecer seu senhor, e continuar capaz de sair dela. De outra forma não será uma proteção, mas uma prisão.

Deves ser capaz de sair do teu caráter, pôr de lado teus princípios. Deves ser capaz, se a situação assim o requerer, de responder de uma forma absolutamente nova.  Se perderes esta capacidade, então te tornarás antinatural – e morrerás.

Trechos de Osho, in Tantra: a Suprema Compreensão – Ed. Cultrix

A Melhor Religião

Do email.

Leonardo Boff explica:

“No intervalo de uma mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos, da qual ambos (eu e o Dalai Lama) participávamos, eu, maliciosamente, mas também com interesse teológico, lhe perguntei em meu inglês capenga:

- “Santidade, qual é a melhor religião?”

Esperava que ele dissesse:

“É o budismo tibetano” ou “São as religiões orientais, muito mais antigas do que o cristianismo.”

O Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, me olhou bem nos olhos – o que me desconcertou um pouco, por que eu sabia da malícia contida na pergunta – e afirmou:

“A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus, do Infinito. É aquela que te faz melhor.”

Para sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, voltei a perguntar:

- “O que me faz melhor?”

Respondeu ele:

-”Aquilo que te faz mais compassivo” (e aí senti a ressonância tibetana, budista, taoísta de sua resposta), aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável, mais ético. A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião.”

- Ou, eu diria, até mesmo a não religião.  Se a pessoa não tem religião, mas é tudo isso, tá ótimo, né não?

Tema de Despertar

“Eu estou sempre renascendo. Cada nova manhã é o momento de recomeçar a vida.

Há oitenta anos que eu começo o meu dia da mesma maneira – e isso não significa uma rotina mecânica, mas algo essencial para minha felicidade.

Eu acordo, vou para o piano, toco dois prelúdios e uma fuga de Bach. Essas músicas são uma bênção para minha casa.

Mas também é uma maneira de retomar o contato com o mistério da vida, com o milagre de ser parte da raça humana. Faço isso há anos, mas a música que toco nunca é a mesma – ela sempre me ensina algo novo e inacreditável.”

Pablo Casals (1876-1973)

Gentileza gera….

Ganhei dela um lindo selo!

a_dona_desse+blog+é+show

Obrigada, minha amiga, pela sua amizade, pelos seus ensinamentos, pelo seu exemplo, por me ajudar a sair do medo e da culpa, por me iniciar no Reiki. Muito obrigada mesmo.

Com muito prazer indico para receber este lindo selo outras cinco blogueiras que eu amo:

Minhas amigas, as Dufas!

Marcinha, a do Spikey.

A inteligente e divertida Tina Lopes.

Letíciaaaaaaaa!

Last but not least, minha queridíssima amiga Fernanda.

Claro que tem muito mais, mas me mandaram indicar cinco.

Beijos, meninas!

Sonho

A voz pergunta:

- O que uma pessoa que você admirasse faria?

- Ela tomaria ação, não ficaria parada como uma coitadinha.

- …. Você é a pessoa que você tem que derrotar.

eu mesma não usaria a palavra “derrotar”, mas.. quem sou eu… só acato…

Alice

“Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.

Este livro é doido, Maria.    Isto é:   o sentido dele está em ti.

Escuta: se não descobrires um sentido na loucura acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.

A realidade, Maria, é louca.

Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: “Fala a verdade, Dinah, já comeste um morcego?”

Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. “Quem sou eu no mundo?” Essa indagação perplexa é o lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.”


(Paulo Mendes Campos, Para Maria da Graça, in Para gostar de ler; São Paulo, Ática, 1979.)

Completo,  aqui.  Amo, amo.

ponto de vista

Beijo, meu Pai

Não sei se aí onde você está você lembra dessas coisas, mas aqui no Brasil amanhã o comércio comemora o dia dos pais.

Mesmo sabendo que é data inventada, etc., lembrei de você.

Das nossas manhãs jogando xadrez.  De quando você me levava pra cavalgar, como eu adorava!

Quando você tentou me explicar, sem olhar nos meus olhos, que ia se separar da minha mãe.

E quando anos depois, eu já era adulta, você chorou feito criança quando eu telefonei.

Depois disso foram poucos mas bons momentos, na sua casa que você fez tão aconchegante.

Eu gostava muito, de ir pra lá. Lembro como gostei do abraço demorado, quando eu cheguei, inda mais que você nunca foi especialmente efusivo nessas demonstrações de afeto. Das nossas idas ao bar pra tomar umas cervejas, mas gostava mais de ficar sentada na cozinha vendo você preparar o almoço, eventualmente ajudando, e depois saboreando a sua comida.

E a gente ria muito, e eu sempre ficava admirada com seu senso de humor irônico/refinado, e com a beleza dos seus olhos verdes que riam junto com os lábios.

Depois de tudo a gente percebe que nem precisava de tantas dores.  Não precisava mesmo.

Eu soube que você está muito bem, agora, e fico feliz por isso.

Salve, meu Pai, e muito obrigada por tudo. Não pense que você fez pouco por mim, ou por meus irmãos. Você fez o que podia, e a gente sabe disso.

Fique com Deus, e me aguarde, um dia chego por aí e a gente vai se abraçar de novo.

Um blog que eu amo

Aos que gostam de relatos delicados e bem humorados e de fotos lindas em um layout caprichado,  mas ainda não tiveram o prazer de conhecer o delicioso blog da Marcinha, sugiro que vão lá agora e reparem essa falha imediatamente!

O blog é pra ser lido inteirinho, mas hoje estou sorrindo muito com a história do sortudo Spikey.

Pra você ler o delicioso relato do início, abre o blog e desce a página até o post de 20 de Julho de 2009, “Spikey the Hedgehog”, depois vá subindo aos posts mais recentes.

No caminho ainda vai encontrar uma receita deliciosa pro seu almoço.

Chic

Ouvindo “Just for a Thrill” com o Ray Charles – versão estúdio (ao vivo é menos bom, acho).

Adoro.

Santa ignorância!

Solicitando licença ao delicioso Conversas Furtadas.

Estava no Centro Cirúrgico, e pergunto ao funcionário se ainda tem alguma cirurgia em sala.

- Tem, sim, é uma cirurgia de nome estranho… é uma CANONIZAÇÃO.

papa

- Sei.. não, é uma Conização, que está lá.

- Ah, isso, isso.

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Praticamente a mesma coisa!

Claro que lembrei na hora de outro fora, bem pior, que já contei aqui.

Seria engraçado, se, né…

Idade muda caráter?

Aí, estou atendendo, e chega um senhor de seus 80 anos, com uma tumoração na pele da face. Que fazia origamis enquanto esperava a vez.

‘Seu Fulano… o senhor já esteve aqui em Março… estou vendo no seu prontuário que foram pedidos exames pré operatórios… por que o senhor não veio com os resultados?’

‘Não sei, filha. Diz aí o que tem que fazer, que eu faço’.

‘Mas eu já disse, o senhor não fez…’ Pensei que seria melhor se ele viesse com um adulto que o ajudasse a não perder as datas. Perguntei:

‘O senhor mora sozinho?’

‘Sim, eu estou disponível!’ Levei uns segundos pra entender, comecei a rir, e ele mais ainda, da minha cara.

‘Não, seu Fulano… quero saber se tem um adulto que possa acompanhar o senhor aqui nas consultas’.

‘Tem, a minha filha’.

‘Tá, vou pedir de novo os exames, o senhor venha com ela, da próxima vez, ok?’.

‘Ok. O que é que ninguém quer, mas quando tem, ninguém quer perder?’

Parei de escrever pra olhar pra ele, que já estava com dois origamis prontos, em cima da mesa.

‘Ahn… não sei…’

‘Uma questão, tipo, uma disputa. Ninguém quer ter, mas quando tem ninguém quer perder rarararara!’

Ri amarelo. ‘É, o senhor me pegou, nessa!’

Ele estende a mão aberta na minha direção. ‘Não peguei, não rarararararara’.

Acabei de preencher os pedidos de exames, entreguei a ele e expliquei tudo o que ele tinha que fazer.

‘Entendeu, seu Fulano? Alguma dúvida?’

‘Sim, tenho uma dúvida: por que ainda não estou rico? Por que não ganho na loteria? Rararararararara!’

Tive que rir também, e fiquei pensando que o seu fulano provavelmente não fez os exames antes porque não quis, e não por falta de acompanhante.

‘Vai com Deus, seu Fulano’

‘Manda um beijo praquela sua enfermeira, diz a ela que eu estou disponível!’

‘Digo sim’.

Assanhadinho, ‘inda por cima. Provavelmente vai chegar aos 90, fácil.

… Lembrei de outro papo, em que falávamos de uma pessoa idosa e azeda. A amiga disse, “é.. idade é fogo…”

Lembro que respondi, não acredito que uma pessoa que foi legal a vida inteira de repente comece a ficar ruim e intolerante só porque envelheceu. Ao contrário, a tendência natural seria a pessoa ir melhorando, não involuindo. Velho chato com certeza foi moço chato. Aposto.

Dos Signos

Não sei de onde copiei as anotações que encontrei no papelzinho, mas achei interessante tê-las encontrado quando tento entender o ainda misterioso (pra mim) signo de Cancer:

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” Glifo:  As sementes, masculina e feminina.

Criatividade mística: dar à Luz a criança divina, interior.

Lua: doadora da forma – sentimentos, intuição, instintos de nutrição.

Apego à segurança, emocional ou financeira.

Mãe amorosa x Mãe terrível.”

Hm… a decifrar.

Respostas Badaud

Recebi a seguinte pergunta, de um leitor:

“Existe alguma matéria no curso de Cirurgia Plástica que fale da forma de abordagem, limites, etc. do profissional com seus pacientes? Trocando em miúdos (tem trocadilho aqui?), uma disciplina que permita ao profissional avaliar a necessidade x intenção do pretenso paciente, inclusive em termos psicológicos? Estarei exagerando? Outra: quando se trata de menores, creio que deve ser obrigatória a permissão escrita do(s) pais, não? “

Respondo:

Se, terminado o curso de Medicina, o médico desejar tornar-se cirurgião plástico, ele tem dois caminhos.

Um, é o caminho preconizado pela Sociedade reguladora da especialidade, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica: fazer obrigatoriamente pelo menos dois anos de treinamento em Cirurgia Geral, e depois três anos em Cirurgia Plástica, ambos em serviços credenciados, ou pelo MEC ou pela SBCP.

Tendo feito este período de formação, o médico deve submeter-se a exame de provas (escrita e oral) e de títulos, para poder tornar-se membro da SBCP.

Outro caminho é o médico recém formado acompanhar algum cirurgião, com ele aprender as artes da profissão e depois sair operando.

Os dois caminhos são lícitos, já que no Brasil o simples diploma de médico autoriza o profissional a exercer qualquer especialidade, não sendo obrigatório o título de especialista.

Específicamente em relação à sua pergunta, se  “existe alguma matéria no curso de Cirurgia Plástica que fale da forma de abordagem, limites, etc. do profissional com seus pacientes”, não, não existe.

Em geral, este tipo de conhecimento é transmitido oralmente, dos preceptores aos alunos, e cada um o transmite a seu modo e conforme suas crenças. Além disso, para quem se interesse, há bons artigos científicos publicados em revistas indexadas falando sobre este assunto. Quer dizer, existem modos de o cirurgião embasar sua conduta cientificamente, desde que esteja interessado. Se não estiver, inventará seu jeito, porque não há uma padronização da conduta nos assuntos subjetivos em cirurgia.

Mesmo sabendo que um cirurgião não tem formação teórica para fazer o trabalho de um psicólogo, psiquiatra ou psicanalista, acho imprescindível que um cirurgião dedique um bom tempo da consulta pré operatória de uma cirurgia estética para sentir se a (o) paciente não está pretendendo submeter-se a uma cirurgia para fugir de dar atenção a um problema emocional. Porque, se for este o caso, a chance de haver uma profunda insatisfação no pós operatório é grande. Daí para a mágoa e/ou o processo é um passo.

Mas nada obriga. Há cirurgiões que ignoram esta etapa completamente, e operam qualquer um que pague seus honorários. Aí entra a parcela de responsabilidade do (a) cliente, que, ao se deixar operar por um médico cujas referências são apenas as aparências, assume parte da culpa por um eventual insucesso.

Por fim, quando operamos pacientes menores de idade é imprescindível que estejam acompanhados por um responsável maior de idade, certamente.

Fofoca

“A ‘fofoca’, ou a transmissão mal-intencionada de informações, é uma das redes mais importantes de preservação e transporte de rancor.
(…) (Existem) três diferentes formas: o ‘repassador de histórias’, a ‘má-língua’ e o caluniador”.

O caluniador é alguém que propaga uma mentira em relação a outra pessoa.
A ‘má-língua’ é a atitude do indivíduo que transmite uma informação verdadeira, porém com a única intenção de difamar.
O ‘repassador de histórias’ repete de forma falsamente involuntária informações comprometedoras, sempre com interesses escusos.

Se pudéssemos graduar estes níveis de manipulação de informação, encontraríamos uma situação inversa à que pareceria óbvia: a mais nociva das fofocas é justamente o ‘repasse de histórias’, seguido da ‘má-língua’ e por último da calúnia.

Tanto na calúnia como na má-língua, há o desejo de se difamar quem ‘merece ser difamado’; alimentam-se da justificativa de que não se pode deixar passar a oportunidade de denunciar aqueles que agem erroneamente. São, portanto, do ponto de vista da conservação do ódio, instrumentos muito parecidos.

À primeira vista, o fato de o caluniador estar mentindo definiria seu crime como sendo de maior gravidade, mas não é assim. É evidente que o caluniador é responsável pelos danos e conseqüências de seus atos, no que se refere a propagar uma mentira, mas a destrutividade de sua malícia é menor que a de uma má-língua.

O caluniador está na categoria de nada. Isto porque, sendo desmascarada sua mentira, a reputação do caluniado é restaurada imediatamente.

A má-língua é um instrumento que agrava uma intriga, sofisticando sua malícia. Em relação ao repassador de histórias, assume a posição de tolo, pois seu desejo de difamar é neutralizável por qualquer um que tenha um mínimo de senso crítico, e consiga questionar quais os interesses que teriam levado alguém a relatar tais fatos a outras pessoas.

O repassador de histórias é o nosso grande vilão. Sua natureza enquadra-se na dimensão do perverso. Com falsa imparcialidade, dissimula seus interesses. Passa adiante fatos que deixa para seus ouvintes julgarem. Porém, a conveniência de repassar a informação num dado momento, e de uma determinada forma, contém elementos muito propícios para a manutenção de ódios e rixas. Desta maneira, o repassador de histórias deixa de ser suspeito de possuir qualquer interesse em relação à informação.

Este elemento subliminar faz com que o ouvinte da fofoca assimile a informação infectada com rancor e acredite, depois de decodificá-la, que é seu o julgamento que, na verdade, já estava embutido na informação.

O repassador de histórias representa a mais nociva e endêmica forma de transporte e preservação de rancor, pois é praticada pela grande maioria das pessoas que, certamente, desconhecem seu poder destrutivo.

Não é por acaso que na Bíblia, onde se descrevem as mais sofisticadas formas de civilidade e sapiência recomenda-se: “Não andarás repassando histórias entre teu povo” (Lev. 19:16). Este é o trecho onde as recomendações mais sutis para se alcançar uma vida de qualidade são listadas.

A fofoca também depende daquele que se presta a ouvi-la.

“Saiba que aquele que escuta uma afirmação maldosa é tão perverso quanto aquele que a transmite. O simples fato de se dar atenção permite àqueles que estão próximos pensar: ‘fulano ouviu o que lhe dizem e concordou, portanto, o que dizem deve ser verdadeiro’. “

A propagação da fofoca depende da disponibilidade dos ouvintes para perpetuar os processos de rancor e ódio. Todos, uns mais, outros menos, fazemos parte desta rede informal, cujos custos à paz mundial são incalculáveis.

Romper com esta rede requer sabedoria e disciplina. Deve-se perceber que sua eficácia está nas artimanhas com que desvia energia de nosso discurso e comportamento, logrando-nos constantemente. Somos então feitos receptáculos do rancor.

O embuste da intriga não está na essência do que é dito, mas na forma como é transmitida. Por isso, tanto a lisonja como o elogio podem conter tanto veneno quanto a blasfêmia.

A adulação é uma incitação à inveja. Tanto aqueles que o ouvem, quanto o que o expressa, sentem-se seduzidos pelo desejo de diminuir aquele a quem se destina a lisonja. Através do louvor, pode-se abrir caminho à malícia.

Como podemos então criticar ou censurar alguém?

O rabino Israel Meir (século XIX), conhecido como o “Ávido pela Vida”, dedicou-se a escrever sobre a fala e a formular critérios para desvelar seus embustes. Seu apelido deriva do versículo dos Salmos que afirma: “Quem é o homem que é ávido pela vida… aquele que guarda a sua língua”.

O Rabi Israel Meir esboçou um manual de normas para filtrar rancores e malícias da fala. Foi a seguinte a fórmula para termos certeza de que nossas intenções são construtivas:

1) As evidências da desonestidade ou da falta cometidas devem ser obtidas pela própria pessoa que critica, e não através de rumores que tenha ouvido.

2) A pessoa que critica deve ser cautelosa e refletir intensamente, para certificar-se de que realmente houve uma atitude incorreta.

3) Deve então censurar a pessoa que cometeu o erro reservadamente, sem alarde e de forma a não ameaçá-la, demonstrando expectativa de que modifique sua conduta. Se isso não ocorrer, então sim, poderá tornar o caso público.

4) Não deve, no entanto, fazer parecer a ofensa maior do que é.

5) Deve tentar entender seus próprios motivos, e certificar-se de que não está censurando o outro por razões pessoais, mas que o faz de boa fé e com o objetivo de ser construtivo.

6) Se existir outra forma de evitar a difamação do outro, deve recorrer a tal método primeiro.
Além disto, uma pessoa que publicamente difama alguém deve ela mesma ser honesta e não culpada do mesmo tipo de faltas que censura no outro. Deve também certificar-se de que as pessoas para quem denuncia as faltas não sejam elas mesmas culpadas de práticas similares à que é criticada.”

Do livro A Cabala: da Comida, do Dinheiro e da Inveja, do rabino Nilton Bonder.

Deixei um comentário no blog dela que resolvi trazer pra cá (o post era sobre uma no-ending discussão):

… compreendo que pessoas precisam interagir pra crescer.

E só com a prática a gente vai aprendendo com qual tipo de interação a gente cresce, qual interação que só desgasta, em quais interações humanas a gente dá mais do que recebe e vice versa.

Precisa prática mesmo, então esse monte de blablabla faz parte do processo.

Interações, ou trocas, onde haja respeito mútuo, espaço para o crescimento, espaço para erros sem acusações, requer das duas (ou tres ou quatro) partes integridade, auto conhecimento, segurança, maturidade.

Nem todo mundo chega ao mesmo tempo a essas qualidades, mas sem prática ninguém aprende, então acho dignas essas discussões.

Além disso, tem o diálogo do Waking Life que não me canso de reler:

Na verdade, a lacuna entre, digamos, Platão, ou Nietzsche, e o homem comum é maior que a lacuna entre esse homem e o chimpanzé.

O domínio do verdadeiro espírito, do verdadeiro artista, do santo, do filosofo, raramente é alcançado.

- Por que aos poucos? Por que a historia de evolução do mundo não são historias de progresso, mas acréscimos fúteis de zeros?

Não se desenvolveram valores maiores. Os gregos , há 3.000 anos, eram tão avançados quanto nós.

O que são essas barreiras que impedem que as pessoas alcancem algo próximo a seu verdadeiro potencial?

A resposta pode ser encontrada em outra pergunta: “Qual a característica humana mais universal? O medo ou a preguiça?”

Projeto, logo existo

“Como pinturas, os trunfos do Tarot são chamados de detentores da projeção, ou simplesmente ganchos para a imaginação.

Projeção é um processo inconsciente, autônomo, pelo qual vemos primeiro nas pessoas, nos objetos e nos acontecimentos as tendências, características, potencialidades e deficiências que, na verdade, são nossas.

Povoamos o mundo exterior de feiticeiras e princesas, diabos e heróis do drama sepultado em nossas profundezas. A projeção do nosso mundo interior no exterior não é coisa que fazemos de propósito.

Ela acontece de forma tão contínua e inconsciente que costumamos nem dar tento de que ela está acontecendo. Não obstante, tais projeções são instrumentos úteis à conquista do autoconhecimento.

Contemplando as imagens que vemos no exterior, como reflexos de nossa realidade interior, podemos chegar a conhecer-nos.”

Muito, muito mais em ‘Jung and Tarot – An Archetypal Journey’. Interessantíssimo.

Da série: “pra que complicar as coisas?”

- Doutor!!! Quebrei meu braço em dois lugares.

- Cruzes, mantenha-se longe destes lugares!

_________________________

- Doutor, toda vez que balanço a mão assim, dói.

- Não balance assim, então.

Sou ignorante, confesso: eu absolutamente não sei a importância de um menino passar horas e horas de seus dias em treinamentos intensivos pra um dia, em competição, cair na água e depois …

“- Êêêêê… nadei mais rápido que todo mundo!”


ganhouedai

Daí a curiosidade:  ” – …. Tá, e…??”

Simplicidade que cura

Em 2004, fiz o seguinte post, no blog antigo:

“Ano passado tive isso. Num momento, você está sentada no computador. No momento seguinte, você quer levantar e não consegue. Oh não, é a ‘dor lombar’, moléstia que os ocidentais atribuem a males da coluna vertebral, e os orientais à estagnação de energia.

(…) Sobre essa parada de energia, pra mim, é o seguinte: no momento em que a gente já souber tudo, e já tiver integrado tudo, a gente vira luz e vai lá pra cima.

Daí que, a meus ignorantes olhos, a gente tamo tuuuuuudo na mesma canoa furada: eu, o capitalista ricaço, o porteiro do meu edifício, o mendigo da rua, você, o guru indiano, o traficante assassino. Tudo igual, tudo aluno. Bom, existem espíritos elevadíssimos que descem aqui, e se materializam, por piedade, pra trazer um pouco de luz. Mas são dois ou três entre bilhões de nós por aí. Acho. Mas o resto de nós, estamos pesados, materiais aqui nesta Terra porque ainda falta algum aspecto a ser aprendido.

Então tem aqueles que já aprenderam um montão, estão mais adiantados. Outros ainda têm tudo pra aprender, mas de fato estamos todos na mesma escola, todos precisando aprender alguma coisa. Que quem já sabe tudo vira luz e sobe, não fica vagando à toa por aqui.

Mas isso segundo um padrão muito sutil, segundo o qual uma costureira modesta pode estar em um estágio avançadíssimo de evolução, muito mais evoluída do que um monge tibetano, por exemplo. Essas coisas dos assuntos sutis são muito sutis, mesmo. Daí que é uma tolice sem tamanho qualquer ser humano supor-se superior ou melhor do que qualquer outro ser humano. Eu acho, pelo menos.

Então, andava eu achando que, por já ter passado pela primeira grande lição de morte, tinha adquirido alguns bônus energéticos. Mas, ó aprendiz, jamais esqueça, ainda há lições, até seu último dia nesta escola. E é bom aprender direito, se não já sabe, repetência e mais sei lá quantas existências nesta forma pesada de ser humano.

E o lembrete veio em forma de dor. Física. Externamente, ‘não preciso, obrigada, tá tudo bem’. Internamente, confusão, matrizes ancestrais sendo mexidas, informações de alta voltagem tendo que ser decodificadas por fios fininhos e desencapados da capa de integridade espiritual necessária.

Curto circuito. E paralisia. Legal, não consigo me mexer. De que adiantaram então todas as lições, o Tai Chi, as conversas com os Mestres? Hãn??? Antes mesmo de esperar resposta, me respondo: sem eles, provavelmente agora a dor estaria bem pior.

Mas lembre, gafanhota, você é humana, e o será até o fim dos seus dias. Olho em volta, não tem ninguém me falando. Não é exatamente fácil pra uma cirurgiã ocidental decidir se está recebendo uma lição dos ‘irmãos invisíveis’ ou simplesmente tendo um surto esquizóide.

E fico lembrando do exemplo da mulher simples que toma sua cerveja, sobe o morro, lava roupa na mão (quando tem roupa, e quando tem água, lógico), e que vai pro pagode, namora e não fica hipertensa nem tem essa porra de dor lombar.

Acho que vou arrumar um pagode preu ir. Assim que estiver conseguindo me mexer de novo, claro.”


Hoje, em 2009….


Ainda sigo dando cabeçada por aí, óbvio. Mas encontrei uma coisa, talvez de tanto procurar.

Um negócio chamado Reiki.

reiki_02

Como disse o Osho no post anterior, esta como qualquer outra terapia, se bem feita,  é só um veículo para a manifestação de Deus, ou das Energias, ou do seu inconsciente ou seja o que for.  É um veículo.

Me senti TÃO bem após o tratamento (que consistiu de quatro sessões), que pedi mais, claro. Não fui atendida. Em vez de mais tratamento, me foi oferecida uma iniciação no Reiki, de forma que, a partir daí, eu mesma pudesse me tratar.

Aceitei, né. Não porque racionalmente eu estivesse compreendendo o processo todo. Aceitei porque estava me sentindo incrivelmente melhor com aquele tratamento tão simples.

Faz pouco tempo. Mas realmente é como se o relógio acelerasse e tudo acontece muito rápido. Até porque, tive o privilégio de ter sido iniciada por uma pessoa que nasceu pra fazer isso.  Hoje já tenho uma leve noção do que seja essa parada de chakras, de aura, da teoria da membrana (que sucedeu a teoria das cordas, você sabe), pela qual os físicos mais ilustres desse nosso mundinho admitem a existência de ‘universos paralelos’.

Reiki.2

Já havia uma leve desconfiança, mas hoje tenho certeza absoluta de que a medicina ocidental peca demais ao ignorar a existência das energias sutis que cercam médicos e pacientes.

Se não, como explicar o fato de eu hoje ter acordado com dor de cabeça, que normalmente só passaria com comprimidos, aí ter feito Reiki em mim e a dor simplesmente passou?

Pergunte ao Google, vai aparecer um monte de sites que explicam essas coisas, mas o bacana mesmo é achar um bom Mestre, relaxar e deixar esse negócio de energia transitar livre por você.  Daí sua alma, seus Guias, se encarregam do resto, e vão te conduzindo.

Pode ser muito libertador… se você permitir, claro. Eu merma recomêindu dicumforça.

Ser terapeuta

“Terapia é basicamente uma função do amor, e o amor somente flui quando não há ego. Você só pode ajudar o outro na medida em que você não é egoísta. No momento em que o ego entra, o outro se torna defensivo. O ego é agressivo; ele cria uma necessidade automática no outro de ser defensivo. O amor é não-agressivo. Ele ajuda o outro a permanecer vulnerável, aberto, não-defensivo. Portanto, sem amor não há terapia.

Terapia é uma função do amor. Logo, com ego você não pode ajudar. Você pode até mesmo destruir o outro. Em nome de ajuda você pode até mesmo obstruir o seu crescimento. Mas a psicologia ocidental está numa bagunça.

A primeira coisa: a psicologia ocidental ainda pensa em termos de um ego saudável. E o ego nunca pode ser saudável. É uma contradição do próprio termo. Ego, em si, é doença. O ego não pode nunca ser saudável.

O ego está sempre levando você em direção a mais e mais doença. Mas a psicologia ocidental pensa (toda a mentalidade ocidental tem sido) que as pessoas estão sofrendo de egos fracos. As pessoas não estão sofrendo de fraqueza do ego, mas de muito egoísmo.

Mas se a sociedade é orientada pela mentalidade masculina, orientada pela agressividade, o único desejo da sociedade é como conquistar tudo, então naturalmente você tem que abandonar tudo o que é feminino em você, você tem que abandonar metade do seu ser na escuridão – e você tem de viver com a outra metade. A outra metade nunca pode ser saudável, porque a saúde vem da totalidade. O feminino tem de ser aceito. O feminino é o não-ego, o feminino é receptividade, o feminino é amor.

Uma pessoa realmente saudável é alguém que está totalmente equilibrada entre o masculino e o feminino. De fato, é alguém cuja masculinidade foi cortada, destruída por sua feminilidade, que transcendeu a ambos, que não é masculino nem feminino – que simplesmente é. Você não pode categorizá-lo. Este homem é pleno, e este homem é são. E para este homem, no Oriente, nós sempre olhamos como o Mestre.

No Oriente, nós não criamos nada paralelo ao psicoterapeuta. O Oriente criou o Mestre, o Ocidente criou o psicoterapeuta. Quando as pessoas estão mentalmente perturbadas, elas vão à um psiquiatra no Ocidente; no Oriente elas vão à um Mestre. A função do Mestre é totalmente diferente. Ele não o ajuda a atingir um ego mais forte. Na verdade, ele faz você sentir que o ego que você tem já é demais. Abandone-o! Deixe-o ir!

Uma vez que o ego foi abandonado, subitamente você é um, pleno e fluídico. E não há nenhum bloco e nenhum obstáculo…

No Oriente, a nossa abordagem é de que o terapeuta não tem de fazer nenhum trabalho. O terapeuta torna-se simplesmente um veículo para a energia de Deus. Ele tem somente que estar disponível como um bambu oco, de maneira que Deus passe através dele. O curador tem de se tornar simplesmente uma passagem.

O paciente é um homem – aos olhos orientais – que perdeu o seu contato com Deus. Ele se tornou muito egoísta, e perdeu o seu contato com Deus. Ele criou uma tal muralha da China a sua volta que ele não sabe mais o que Deus é, ele não sabe mais o que é a totalidade. Ele está totalmente desconcertado das raízes, da própria fonte da vida. É por isso que ele está doente – mentalmente, fisicamente ou de qualquer outra maneira.

A doença significa que ele perdeu a trilha da fonte. O curador (healer), o terapeuta no Oriente, tem como função conectá-lo com a fonte novamente. Ele perdeu a fonte, mas você ainda tem a conexão.

Você segura a mão da pessoa. Ela está escondida atrás de uma parede. Deixe-a estar escondida por detrás da parede. Mesmo se você puder segurar a sua mão através de um buraco na parede… se ela pode confiar em você, ela não pode confiar num Deus, ela não sabe o que Deus significa.

A palavra tornou-se sem sentido para ela. Mas ela pode confiar no terapeuta, ela pode dar a mão ao terapeuta. O terapeuta está vazio, simplesmente em sintonia com Deus, e a energia começa a fluir. E esta energia é tão vital, tão rejuvenescedora, que mais cedo ou mais tarde ela dissolve aquelas muralhas da China em volta do paciente, ele tem um vislumbre do não-ego. Este vislumbre o faz são e pleno, nada mais o faz são e pleno.

Portanto, se o próprio terapeuta é um egoísta, então é impossível. Ambos são prisioneiros. Sua prisões são diferentes, mas eles não podem ser de grande ajuda. Toda a minha abordagem sobre terapia, é de que o terapeuta tem de tornar-se um instrumento de Deus. Eu não estou dizendo não saiba o know-how. Saiba o know-how! – mas faça este know-how disponível para Deus.

Deixe Ele usá-lo. Aprenda psicoterapia, aprenda todos os tipos de terapias. Saiba tudo o que é possível saber, mas não se prenda- a isto. Ponha isto lá, deixe Deus estar disponível através de você. Permita Deus através de todo o seu know-how, permita à Deus fluir através de seu know-how. Deixe-o ser a fonte da cura e da terapia. Isto é que é amor.

O amor relaxa o outro. O amor dá confiança. ao outro. O amor banha o outro, cura as suas feridas.

Osho

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Embora você diga que não é terapeuta, seu Reiki é exatamente isso, é o seu know how através do qual fluem as energias que são a fonte da cura. No primeiro dia que a vi, estava estava com muito medo de tudo, da vida. E você segurou a minha mão, e eu comecei a chorar, não por tristeza, mas  porque senti sim, que havia uma energia muito, muito benéfica por perto. E bastou isso, pra que eu perdesse o medo imediatamente. É certo que não somos só pele, músculos, ossos, vísceras. É óbvio que temos um corpo invisível, de energia, que também precisa de cuidados e  equilíbrio. Por me possibilitar ver isso com tanta clareza, agradeço-lhe. Muito obrigada.
namaste

Do email

aspas

“Todo mundo  ‘pensando’ em deixar um planeta melhor para nossos  filhos…

Quando é que ‘pensarão’ em deixar filhos melhores para o nosso planeta?”


- não sei o autor; se você souber, por favor diga, que coloco o crédito.

Papo de doido

Saí cansada do hospital, e com fome.

Daí fui no mercado comprar o almoço.

Na hora de pagar, a pergunta da moça do caixa me fez perceber que ainda estava de branco:

“- A senhora é médica, é?” (passando as rúculas pelo sensorzim)

“- Sou, sim” (com aquele sorriso amarelo)

“- Ah, mas, a senhora é doutora de quê?” (passando a melancia)

“- Eu faço cirurgia” (jamais digo de cara que faço cirurgia plástica: evita uma série de perguntas e de fantasias de que eu seja rica, etc.)

“- Cirurgia?? Argh!”

“- É…” (quase me desculpando)

“- Mas, assim, a senhora já viu gente morta?” (passando a laranja)

“- Sim, já aconteceu” (com aquele tom de ‘mas eu não tive culpa!’)

“- Arrrrgh! Sabe, eu ia ser enfermeira…” (parando de passar as compras, sonhadora) “… mas desisti, não posso ver sangue!”

“- Ah…. sei” (interessadíssima…)

“- Mas, o que me dá medo mesmo, é a Cássia Eller!” (assim, à queima roupa, e me dando a nota)

“- Hein? O que??”

“- É, aquela cantora. Eu morro de medo dela”.

“- Mas, ela nem está mais viva, coitada”

“- Por isso mesmo!”

Por sorte a esta altura já tinha pago, peguei as sacolas e me mandei rapidinho dali. Muito surreal.

Belo, belo

” (…) Hoje a sinto em mim, combato o “mal” em mim, o que me prende, me aprisiona, longa batalha, longo é o aprendizado, parece nunca ter fim, é como se nessa batalha tempo de tréguas não houvesse, a Cruzada é interior.

(…) E por ser Santa a Guerra, não mais me esforço, a Força só iria aumentar a força dos meus inimigos interiores: medos, temores, resistência…
E me sinto render-me ao Amor, Esse TAO do Amor.”

Coisa mais linda.   Nossassinhora.

Raiva

“Eu, que sinto raiva, concordo em examinar minha vida, enquanto descanso, ando, trabalho, dirijo, com o objetivo de perceber como a causa da minha raiva está em mim, e a outra pessoa é apenas uma causa secundária;

Eu, que fiz outra pessoa sentir raiva, concordo em perceber que possuo sementes de raiva e crueldade, e me enganei ao pensar que, fazendo a outra pessoa sofrer, eu aplacaria meu sofrimento.”

Do livro ‘Aprendendo a lidar com a raiva’, de Thich Nhat Hanh, Editora Sextante.

Thich Nhat Hanh é vietnamita, Mestre Zen e tem vários livros editados. Recomendo dicumforça.

Toscamente traduzido por esta que vos fala, do American Journal of Healthy-System Pharmacy

Por vezes referida como o “ladrão silencioso”, a osteoporose é uma doença que pode roubar os recursos do esqueleto. Ela lenta e silenciosamente causa deterioração dos ossos conforme avança a idade, especialmente em mulheres conforme elas entram nos seus anos pós-menopausa. Nos Estados Unidos, estima-se que 44 milhões de mulheres e homens acima dos 50 anos tenham baixa massa óssea (osteopenia) ou osteoporose.

A conseqüência mais devastadora da osteoporose é a ocorrência de fraturas, especialmente na altura do quadril.

Fraturas decorrentes de osteoporose são associadas com significativo aumento de morbidade e de mortalidade.

Estatísticas mostram que, após uma fratura de quadril, ou do fêmur, apenas 33 a 40% das pessoas recuperam a capacidade de realizar as atividades básicas da vida diária.

fratura

Exercícios, eliminação ou redução da ingestão de cafeína e álcool, e cessação do tabagismo são atitudes que podem minimizar a perda da massa óssea, vindo a prevenir a ocorrência destas fraturas. Estas ações não têm nenhum custo financeiro, e são recomendadas a pessoas de todas as idades.

A atividade física é uma das mais importantes abordagens não farmacológicas para prevenir fraturas em pessoas em risco de osteoporose. Exercícios podem aumentar a força dos ossos, o tônus muscular, a flexibilidade das articulações, e diminuir o risco de quedas e fraturas. Mais de 20 estudos confirmam os benefícios da prática regular de exercícios.

atleta

Recomenda-se regularidade em exercícios de tonificação muscular para reduzir o risco de quedas e fraturas. Exemplos deste tipo de exercício são caminhar, subir escadas, esportes como basquete, tênis, futebol, ginástica, dança. Natação não é considerada especialmente fortalecedora dos músculos, mas pode ser praticada em conjunto com outros exercícios para esta finalidade.

teacher

O tabagismo é associado com a diminuição dos hormônios sexuais, menopausa precoce, aumento das células que diminuem a ossificação, diminui a absorção de cálcio, sendo responsável por aumento em 80% do risco de fraturas. Como o uso do tabaco é diretamente prejudicial aos ossos, e isoladamente é um fator de risco para osteoporose, todos os tabagistas devem ser encorajados a parar de fumar.

Alcoólicos são mais suscetíveis à osteoporose devido à má nutrição, diminuição da absorção de cálcio e vitamina D, e maior risco de quedas.

Elevado consumo de cafeína pode estar associado a maior excreção de cálcio, maiores taxas de perda óssea, também aumentando, assim, o risco de fraturas.

Tem mais no artigo,  mas acho que copiei o essencial, aqui.  Agora dá licença que vou ali alongar. Beijos e comportem-se.

“…A verdade é que a definição da realidade deve ser feita por cada um de nós, e não pela ciência ou pelas religiões ou qualquer outro grupo. O papel desses grupos deveria ser nos informar de acordo com os seus métodos, nos dando liberdade para tomar nossa decisão.

Por que um caboclo da roça não pode me vender uma garrafada ou uma baforada de cachimbo no cangote? Por que não posso me arriscar com um curandeiro? Eu me arrisco com médicos! “

Do blog do meu querido amigo Dudu, mandando bem como sempre.

Mais de fobias

Pois acabamos de falar do pânico de sangue.

Hoje, como sempre fazemos, antes de realizar a cirurgia – com anestesia local – o paciente fica sentadinho na maca, e o enfermeiro verifica a pressão arterial.

Como dessa vez o enfermeiro estava arrumando a mesinha de instrumentos, eu mesma peguei o tensiômetro.

- ‘Seu’ fulano, estica o braço aí, vamos ver a pressão, antes de operar.
- Ai, doutora. Eu DETESTO isso aí..

- O quê??
- Isso de ver pressão. Tenho a ’síndrome do jaleco branco’, é só ver um aparelho de pressão que passo mal.
- Mas ora, tenha a santa paciência, um homem do seu tamanho… medo de um trocinho desses…
- Eu to dizendo, eu passo mal…
- Deixa de bobagem, homi….. ôchi.

Entre disciplinado e conformado, ele estica o braço.
Coloco o manguito em torno do seu braço.
Encosto o estetoscópio na fossa antecubital.

fig7

Insuflo o manguito.
Escuto.
A pressão nem estava tão alta, mas a freqüência…… o coração do pobre estava disparado!!!!

Olhei pra ele:

- Mas menino…. você está com taquicardia…..

- Pois eu disse, doutora. Eu passo mal com esse negócio de ver pressão.

- Bom, acabou, certo. Deite aí.

O homem deitou, foi feita a antissepsia, a anestesia local, o corte, os pontos foram dados, e ele nem tchuns.

- Agora, vou injetar o anestésico, viu…

- Tudo bem, doutora.

- To suturando, já tá acabando..

- Beleza, tudo certo.

O problema dele era só com a verificação da pressão. Cortar, dar injeção? Sem problemas. Ainda bem que com jeitinho tudo se ajeitou e correu tudo bem.

Se eu entendo? Sinceramente, não.

Se eu respeito? Sinceramente? Sim.

Quanto mais conheço o que há de contraditório e insano em mim, mais aprendo a respeitar as pessoas, do jeito que elas são, ou podem, ou conseguem ser.

O interessante disso é que tudo vai dando certinho, sem fazer força, como me ensinou meu mestre:

- “Se você tem que fazer força, é porque está fazendo alguma coisa errado”.

Namastê!

Estávamos sentadas na sala da organização lá do evento.

A psicóloga, pra mim:

- Tem sangue no seu sapato!

Olho pro sapato.

- É, pingou, né. Respingou aqui na calça também, ó.

A fonoaudióloga:

- Argh! Odeio sangue…

A psicóloga:

- Ah eu não… se for sangue dos outros, tudo bem!

A fono:

- Dos outros, não, pode ter doença! Prefiro o meu sangue.

A psi:

- Po, mas, o meu sangue pingar quer dizer que eu me machuquei, é ruim também.

As duas finalmente concordam: sangue fora do corpo é sempre ruim, da origem que for.

E eu fiquei olhando, né. Dizer o quê?

sangue

- Você nem se incomoda, né???

- Eu? Lidar com sangue – dos outros – faz parte da minha rotina há mais de vinte anos… se eu fosse me incomodar… Mas com o meu próprio sangue, saindo por ferimento, me incomodo, claro.

Engraçado, a gente tem esse líquido circulando bem aqui, dentro da gente, e é essa agonia toda quando damos de cara com ele.  Encarar sangue significa que em algum lugar alguma coisa que não deveria ter se rompido, rompeu.

Compreensível que cause angústia.

Existe até uma entidade clínica, a Fobia de Sangue-Injeção-Ferimentos, onde o indivíduo tem taquicardia e depois bradicardia, podendo chegar a desmaiar só de ouvir falar. Que tem tratamento, por sinal.

Cada um com seu cada um, e todos se respeitando, como já dizia Matusalém.

Adoro

Quebra Cabeça Sem Luz
(Oswaldo Montenegro)

É na clareza da mente
que explode a procura de um novo processo

E o que é meu direito eu exijo, não peço
com a intensidade de quem quer viver
e optar: ir ou não por ali

A nossa primeira antena é a palavra
Que amplia a verdade que assusta

E a gente repete que quer mas não busca
E de um modo abstrato se ilude que fez


Mas qualquer dia vai ter que ficar definido
o caminho é mais louco do que já supôs a tal sabedoria,
magia que eu hoje procuro entender

Pra que o corpo supere a fa-diga
você o que pensa do assunto

Se a gente se encontra mas nunca tá junto
vivendo esse quebra cabeça sem luz

Pra não ficar dividida
minha mente estabeleci combinado faria
dizer pondo um pouco de mate
gelhá de fazer como os loucos
falando aos tropeços (perdão Rita Lee)

Pra que a gente se entenda algum dia
Há de ser como o louco Quixote

A lógica insiste em guardar no seu pote
a mais linda palavra que eu ia dizer

Mas qualquer dia você
vai me ver disfarçar (há) de fazer como eu
que disfarço na tal fantasia a magia

Só me fantasio do que venho a ser

E o que se espera da minha cabeça
há de ser invertido

A sonata que eu já compus
virou rock

Quem roubou minha loucura fui eu
agora devolvi

não conheço a pessoa do O.M.; não conheço todas as músicas dele e, dentre as que conheço, tem umas muito chatas. mas essa acho maravilhosas letra e música, simplesmente adoro!

Acabô-ô-ô-ô!!!

Nunca pensei que repetiria qualquer coisa dita pelo abominável G. Bueno.

Mas hoje…… hoje……. gritei igual ele gritou na final de uma copa aí que o Brasil ganhou…… porque…..

ACABÔ-ÔÔOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO…..!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARRRRGGGGGGGGGG…

A-CA-BOU um evento cuja coordenação foi a mim designada por forças superiores. O que significa dizer, nem pensar em recusar, dizer que no momento não posso, etc.

Fui designada para a missão em Agosto do ano passado. Foi quase UM ANO de preparação, e dois dias de evento. E encheção de saco, claro. Pois……………………..

Acabou, e foi um SU-CES-SO.

DEU TUDO CERTO, apesar de um monte de problemas, que foram TODOS contornados, TKS GOD!!!!!!!!!! E tks à equipe toda, claro. The crew.

prontodesabafei.

vou ali tomar uma cachaças, que ALÍVIOOOOOOOOOOOOOOOOO !!!!!!!!!!!

chááááu!!!

Cariocas, prestem atenção:

Vocês sabem a origem do nome do bairro da nossa cidade, chamado “Piedade”?

Pois então, diz que o lugar chamava-se algo como ‘Buraco da Cobra’ – ou algo assim. Aí os habitantes, cansados de serem sempre zoados pelas outras pessoas, moradoras de logradouros com nomes mais dignos, fizeram uma carta implorando ao Imperador:

- “Senhor Imperador, TROQUE o nome do nosso bairro, por piedade!!” O governante, solícito, foi lá e trocou!

Adorei.

Outra: Realengo. Chamava-se ‘Real Engenho’, tinha até uma plaquinha, com o nome escrito. Aí, diz que a plaquinha foi ficando véia, e algumas letras caíram (ou se apagaram, enfim), até sobrarem as letras do atual nome. Hehe.

Cascadura diz que foi porque o povo, ao arar o solo, observava extrema rigidez da superfície da terra. Hmmm…

Perguntei a origem dos nomes de alguns lugares que sempre me causaram curiosidade, mas não obtive resposta:

Donde vem o nome de Parada de Lucas? Quem teria sido este Lucas que tanto parava ali, a ponto de dar nome ao lugar???

E Campo dos Afonsos? Quantos Afonsos havia neste campo? ‘Magina, um vasto campo, todo gramado, cheio de Afonsos andando por ele!

E o Morro do Macaco Molhado? E Paciência, Livramento, Saúde?

Alguém sabe? Deve ter um site desses que explica, mas estou com sono, um dia procuro.
Abraços, beijos, comportem-se.


post de 2006, da série ‘recordar é viver’
ps: Boa Ideia mandou um link bacana, pra informar quem se interessa pelo assunto:

http://portalgeo.rio.rj.gov.br/armazenzinho/web/

obrigada, querida!

Vi, na TVE, um rapaz negro, artista, sendo entrevistado por conta do dia… dia… não sei como chama, aqui no Rio disseram que era o “feriado do Zumbi”.

Seja o que for, ele mostrava um trabalho interessantíssimo sobre preconceito velado, “filtrado”, incorporado a expressões como “buraco negro” , ou “a coisa ficou preta” etc.

Eu sempre achei isso uma besteira, pra mim as expressões referiam-se simplesmente à cor, não às pessoas da cor. A mim soava como uma choradeira chatérrima, afinal era óbvio que as expressões nasciam do medo do escuro que quase todo mundo tem, em algum canto da imaginação.

Então, pra mim sempre foi isso, o que motivava as expressões. O rapaz, mostrando seu trabalho com voz mansa, explicava como que cada expressão fazendo associações negativas à cor preta traduzia uma depreciação nada velada aos negros.

Não deixei de achar que muitas pessoas falam do preto de forma pejorativa simplesmente por associá-lo à ausência de claridade e ao medo que fantasiam do que possa estar oculto pela falta de luz.

Mas pela primeira vez entendi que esta pode não ser a única leitura, e pela primeira vez tive uma certa empatia pelos negros que se sentem atingidos pelo que seria uma depreciação disfarçada de toda a sua cultura. Não deve ser fácil ignorar garbosamente o que bem poderia ser uma chacota, quando diariamente se é tratado com repulsa ou condescendência, não por todos, óbvio, mas seria hipocrisia tentar minimizar a destrutividade de um mero olhar preconceituoso na auto estima de uma pessoa. Imagina mil olhares, por uma vida inteira. Entendi que um ser em um ambiente sempre hostil passe a andar de antenas ligadas e defesas em punho.

Continuo achando que expressões ambíguas permitem que você as interprete como quiser, e seria muito menos cansativo se os negros optassem por não não entender a expressão “a coisa ficou preta” como ofensa pessoal.

Ainda assim, acho muito possível que vá gradualmente deixando de usá-la, por ter sido despertada para o fato de que a outra interpretação não é só uma choradeira de gente chata. Sei que preconceito não se cura com jogo de palavras, mas, se compreendi como uma expressão pode ferir, por quê usá-la?

Mas o que mais me impressionou, na entrevista, nem foi isso.

Foi o que o menino disse, no final. Ele disse que quem mais perde com o preconceito, são os preconceituosos, porque, agindo assim, estão deixando de ter a oportunidade de desfrutar da companhia e da amizade de tanta gente boa.

Simples, e essencial. Generosamente, ele ensinou a quem quisesse ouvir.

Tá, tem negros que não são gente boa, óbvio. E nem só contra negros há preconceitos. Mas não me interessam as obviedades.

Quando dei por mim e quis saber o nome do rapaz, a reportagem já tinha acabado.

Obrigada, moço, seja qual for o seu nome.

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